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Estreito de Ormuz: o que está por trás do impasse entre EUA e Irã

Irã dá sinais de recuo nas negociações sobre o Estreito de Ormuz, diz ex-diretor da CIA

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Dólar cede com mercado em compasso de espera por um acordo de paz entre EUA e Irã

Publicado 25/05/2026 • 17:42 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Os mercados reagiram positivamente às notícias de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que podem levar à reabertura do Estreito de Ormuz e à normalização da oferta de petróleo.
  • O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a moedas fortes, recuou 0,26%, para 98,978 pontos, em uma sessão marcada por liquidez reduzida devido aos feriados nos EUA e no Reino Unido.
  • Mercado avalia que os próximos dias serão decisivos para avaliar se a melhora do mercado representa uma tendência consistente ou apenas uma reação temporária a declarações políticas.

Steven Depolo / Creative Commons

Fechamento do dólar

A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta segunda-feira (25) em baixa de 0,18%, a R$ 5,01, em uma sessão marcada pelo alívio das expectativas do preço do barril de petróleo e da inflação pelo mundo. Os mercados reagiram positivamente às notícias de que as tratativas de paz entre Irã e EUA avançam, o que pode reabrir o estreito de Ormuz e regularizar a cadeia de abastecimento do petróleo a longo prazo. 

Além disso, o dia contou com liquidez reduzida, devido à ausência dos investidores estrangeiros, que aproveitaram os feriados nos EUA e Reino Unido para aplicar em ativos de risco. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes, recuou 0,26%, para 98,978 pontos. 

Segundo Mauro Oréfice, gestor de portfólios da B.Side Investimentos, o movimento reflete um fechamento da curva de juros, “tanto nos vértices curtos quanto nos longos, com movimento até mais intenso nos prazos maiores. Tudo isso ligado à expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã, que reduziria as pressões sobre energia e inflação”, disse.

Já o boletim Focus, ele diz, mostrou uma piora adicional nas expectativas inflacionárias, tanto para 2026 quanto 2027 e 2028. “O mercado tem revisado essas projeções diante da alta dos preços de energia. Quando o petróleo sobe, o impacto se espalha pela cadeia, pressionando combustíveis, transporte e inflação de forma mais ampla”, explica.

A devolução parcial da alta recente é um efeito direto da distensão no Oriente Médio. Segundo o jornal The New York Times, os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo preliminar para acabar com a guerra. A proposta, entretanto, ainda não foi aprovada pelo presidente americano Donald Trump ou pelo aiatolá Mojtaba Khamenei. 

O acordo prevê o compromisso do Irã em descartar seu estoque de urânio altamente enriquecido, mas o caminho para isso ainda não foi discutido. A proposta não abordaria a questão de mísseis iranianos nem do enriquecimento de urânio pelo país. 

Segundo Felipe Corleta, sócio da Brasil Wealth em entrevista ao Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, os próximos dias serão importantes para confirmar se o mercado está diante de uma melhora consistente ou apenas de mais um movimento temporário provocado por declarações políticas. “Amanhã é o dia que confirma esse movimento, porque Wall Street volta a operar normalmente. Aí vamos ver se essa percepção de acordo realmente se sustenta”, disse.

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