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Resultado da PepsiCo frustra Wall Street com queda na demanda por bebidas nos EUA

Publicado 09/07/2026 • 19:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Lucro ajustado por ação ficou em US$ 2,20, abaixo dos US$ 2,21 esperados por Wall Street.
  • Receita avançou 6,4%, para US$ 24,18 bilhões, acima da projeção dos analistas.
  • PepsiCo prevê recuperação mais lenta dos negócios na América do Norte ao longo do restante do ano.

A PepsiCo frustrou a expectativa de lucro de Wall Street no segundo trimestre, pressionada pela desaceleração do consumo nos Estados Unidos. A companhia afirmou nesta quinta-feira (9) que a inflação e a alta dos combustíveis reduziram o fôlego dos consumidores americanos, especialmente na América do Norte.

O lucro ajustado foi de US$ 2,20 por ação, abaixo dos US$ 2,21 esperados por analistas consultados pela LSEG. A receita somou US$ 24,18 bilhões, acima da projeção de US$ 23,95 bilhões.

As ações da PepsiCo caíam 3% na tarde desta quinta.

A companhia registrou lucro líquido de US$ 2,98 bilhões, ou US$ 2,18 por ação, no trimestre encerrado em 13 de junho. No mesmo período do ano anterior, o lucro havia sido de US$ 1,26 bilhão, ou US$ 0,92 por ação.

A receita líquida avançou 6,4%, enquanto a receita orgânica cresceu 2,4%.

Leia também: PepsiCo supera previsões após cortes de preços de Doritos e Lay’s atraírem consumidores

EUA pesam no resultado

O desempenho mais fraco veio das operações na América do Norte. O volume da divisão de alimentos ficou estável no trimestre, e o de bebidas caiu 4%.

No restante do mundo, a demanda foi mais forte. Globalmente, o volume de alimentos da PepsiCo cresceu 3%, enquanto o de bebidas subiu 2%.

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“Eu acho que o consumidor está pior do que prevíamos, e isso vem principalmente dos preços da gasolina”, disse o CEO Ramon Laguarta em teleconferência com analistas.

Durante o trimestre, os preços do petróleo oscilaram em meio à guerra entre Estados Unidos e Irã. Nos EUA, o preço médio da gasolina chegou a US$ 4,56 por galão no fim de maio, o maior nível em quatro anos, o que levou consumidores a conter gastos.

A demanda foi especialmente fraca em lojas de conveniência e postos de gasolina, segundo a companhia.

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: CEO da Pepsi diz que estratégia “holística” sustenta alta de receita e lucro da companhia

Recuperação deve ser mais lenta

A PepsiCo tenta recuperar consumidores na América do Norte após dois anos de demanda mais fraca. Em fevereiro, reduziu em até 15% os preços de marcas como Lay’s, Tostitos, Doritos e Cheetos.

A empresa também vem reformulando marcas como Gatorade e Lay’s para tentar impulsionar vendas.

“Nosso negócio na América do Norte foi mais fraco do que esperávamos no segundo trimestre e agora prevemos uma melhora mais gradual nas tendências de desempenho durante o restante deste ano”, disse o diretor financeiro Steve Schmitt.

Apesar do trimestre mais fraco nos EUA, a PepsiCo manteve a projeção para 2026. A companhia espera crescimento de 2% a 4% da receita orgânica e alta de 4% a 6% do lucro por ação ajustado em moeda constante.

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