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Azul inicia “novo capítulo” com estreia na Bolsa de Nova York nesta quinta (09)
Publicado 09/07/2026 • 09:31 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 09/07/2026 • 09:31 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A Azul estreia nesta quinta-feira (09) na New York Stock Exchange (NYSE), a principal bolsa de valores dos Estados Unidos. A mudança marca a migração da companhia da NYSE American, segmento voltado para empresas de menor porte.
Mesmo com a transferência de listagem, a companhia aérea brasileira continuará negociando suas ações sob o mesmo código, AZUL. A saída da NYSE American será oficializada por meio de um pedido à Securities and Exchange Commission (SEC), a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos.
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O processo de retirada da listagem deverá ser iniciado a partir de 16 de julho, respeitando o prazo de dez dias após a comunicação formal à bolsa. A regulamentação norte-americana estabelece esse intervalo para a tramitação do procedimento.
O cancelamento da listagem na NYSE American passa a valer dez dias depois da formalização do pedido. A empresa classifica a estreia na NYSE como o início de “um novo capítulo” em sua trajetória, movimento que ocorre após a conclusão do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos.
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Segundo o CEO da Azul, John Rodgerson, a nova listagem representa uma etapa importante para a companhia depois da reestruturação financeira.
“Nossa listagem na Bolsa de Valores de Nova York marca o início de um novo capítulo para a Azul. Após nossa bem-sucedida reestruturação, saímos como uma empresa mais forte, com governança aprimorada, uma estrutura de capital simplificada e uma base sólida para a criação de valor a longo prazo”, disse Rodgerson.
“A listagem na NYSE deverá aumentar nossa visibilidade na comunidade global de investimentos, expandir nosso acesso a investidores institucionais e fortalecer ainda mais nossa posição nos mercados de capitais internacionais”, completou.
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A Azul entrou com pedido de reestruturação financeira em maio de 2025, sob as regras do Chapter 11 da legislação norte-americana, dispositivo equivalente à recuperação judicial brasileira.
O processo foi concluído oficialmente em fevereiro de 2026, menos de um ano após o pedido, com uma estrutura de capital simplificada, injeção de bilhões de reais, ampla renegociação de passivos e forte diluição acionária.
Após o fim do procedimento, a companhia relatou US$ 850 milhões em novos investimentos em ações. Além disso, a Azul obteve sucesso em reduzir a dívida e as obrigações de arrendamento em aproximadamente US$ 2,5 bilhões. A companhia ainda recebeu aportes da American Airlines e United Airlines, que passaram a ter participação acionária na companhia.
A companhia informou que a mudança de listagem nos Estados Unidos não altera a negociação de suas ações na Bolsa brasileira, onde os papéis permanecem listados sob o código AZUL3.
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A empresa também esclareceu que acionistas e detentores de American Depositary Shares (ADSs) não precisam adotar nenhuma medida em razão da transferência para a NYSE.
Fundada em 2008 pelo empresário David Neeleman, a Azul adotou uma estratégia de expansão regional que a levou a se tornar a maior companhia aérea do Brasil em número de cidades atendidas. Desde sua criação, as ações ordinárias da empresa são negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo sob o ticker AZUL3.
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