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Ibovespa supera 197 mil pontos em novo recorde; dólar é negociado a R$ 5,02 no menor nível em dois anos

Publicado 10/04/2026 • 10:10 | Atualizado há 43 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa supera 196 mil pontos pela primeira vez com apoio do alívio no cenário geopolítico externo
  • Dólar recua para menor nível em dois anos e opera abaixo de R$ 5,03 ante o real nesta sexta-feira.
Dólar opera abaixo de R$ 5,03 nesta sexta, menor nível em dois anos, com DXY em queda e fluxo estrangeiro favorável ao real

Dólar opera abaixo de R$ 5,03 nesta sexta, menor nível em dois anos, com DXY em queda e fluxo estrangeiro favorável ao real

O Ibovespa superou os 197 mil pontos pela primeira vez nesta sexta-feira (10), apoiado pelo alívio no cenário externo e pela rotação de portfólios de mercados desenvolvidos para emergentes, movimento que beneficia o Brasil mesmo com a inflação doméstica acima do esperado. Acompanhando a tendência, o dólar opera em queda e caminha para encerrar a semana em baixa, sendo negociado em R$ 5,0190, o menor patamar em dois anos.

Por volta das 11h02, o principal índice da bolsa brasileira subia 1,18%, aos 197.553 pontos, após oscilar entre 195.129 e 196.618 pontos, novo recorde intradiário. No mesmo horário, o futuro do S&P 500 oscilava 0,04% e o Stoxx 600, índice de referência das bolsas europeias, avançava 0,79%.

A última vez que a moeda americana havia fechado abaixo desse nível foi em 30 de março de 2024, quando encerrou o pregão a R$ 5,01. Esta queda combina fatores externos e domésticos que, juntos, amplificaram a valorização do real ao longo da semana.

Painel do dólar no Trading View

Leia também: IPCA de março sobe 0,88% com gasolina e alimentos respondendo por 76% da alta

Geopolítica dita o humor dos mercados

O principal vetor positivo do dia vem do exterior. Investidores repercutem a sinalização de negociações entre Israel e Líbano, num momento em que o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã ainda se mantém frágil. A perspectiva de avanço diplomático na região reduz a aversão ao risco global e abre espaço para fluxo em direção a ativos de países emergentes.

DXY recua com dados mistos da inflação dos EUA

🔍 O DXY, conhecido como Dollar Index, é um índice que mede o desempenho do dólar americano frente a uma cesta de seis moedas de países desenvolvidos, entre elas o euro, o iene japonês e a libra esterlina. Quanto mais alto o DXY, mais forte está o dólar no mercado internacional. Nesta sexta, o índice opera em queda de 0,15%.

O movimento reflete a leitura dos mercados sobre os dados de inflação divulgados nos Estados Unidos. O índice de preços ao consumidor americano, o CPI, subiu 0,9% em março na comparação com fevereiro e 3,3% na base anual, exatamente em linha com as estimativas de economistas do mercado. O resultado alimentou a narrativa de desaceleração econômica com inflação ainda resistente, o que reduziu o apetite por dólar como ativo de proteção.

No Brasil, o IPCA de março veio acima do esperado: alta de 0,88% no mês, ante projeção de 0,77%, e de 4,14% em 12 meses, superando a estimativa de 4% da mesma pesquisa.

Painel do dólar no Trading View

Fluxo estrangeiro e juros altos sustentam o real

Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o recuo do dólar não foi pontual. Segundo ele, o movimento refletiu a continuidade de fatores que já vinham operando a favor do real e ganharam força adicional com a redução das tensões geopolíticas, liberando apetite por ativos de mercados emergentes.

Shahini destacou que o fluxo estrangeiro direcionado à renda fixa e à bolsa brasileira seguiu consistente, sustentado pelo elevado diferencial de juros do Brasil em relação aos Estados Unidos, mesmo diante da possibilidade de corte pelo Comitê de Política Monetária, o Copom.

Petróleo em queda e Oriente Médio no radar

O contrato futuro do petróleo Brent para junho de 2026 opera em baixa de 0,5%, a US$ 95 o barril, movimento que também contribuiu para o enfraquecimento do dólar globalmente.

No Oriente Médio, o Irã citou os ataques contínuos de Israel ao Líbano como um dos principais entraves para o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos, que exige a reabertura do Estreito de Ormuz. Delegações de Teerã e Washington têm reunião prevista no Paquistão neste sábado (11). A perspectiva de avanço nas negociações reduziu a demanda por ativos de proteção, favorecendo moedas de economias emergentes como o real.

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