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Dólar sobe a R$ 5,18 com piora nas perspectivas de juros dos EUA e saída de capital estrangeiro
Publicado 08/06/2026 • 17:27 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 08/06/2026 • 17:27 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Unsplash
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta segunda-feira (8) em alta de 0,44%, aos R$ 5,18, em linha com os pares globais em uma sessão de fortalecimento dos pares internacionais. No pregão, a cotação testou a casa dos R$ 5,20 mas recuou, ao passo que o contrato futuro da moeda já é negociado aos R$ 5,21
Segundo Fábio Louzada, fundador da B7 Business School, a sinalização de manutenção do ciclo de aperto monetário fortalece o dólar globalmente e reduz o interesse por mercados emergentes. O clima de incerteza sobre a guerra no Oriente Médio, após ataques entre Israel e Irã, também motivou a busca por proteção no câmbio.
“Os investidores seguem monitorando os desdobramentos da política comercial dos Estados Unidos. A manutenção das tensões envolvendo tarifas e comércio internacional continua alimentando preocupações sobre crescimento global e inflação mais alta”, ele diz.
Para Felipe Sant’Anna, especialista da Axia Investing, o investidor estrangeiro continua retirando recursos do mercado nacional. “Estamos entrando na nona semana seguida de saída de capital, uma sequência rara para o mercado local”, diz.
Ele explica que quando o investidor estrangeiro vende ações ou outros ativos no Brasil, os recursos são convertidos em dólares e levados para fora do país. Esse movimento aumenta a demanda pela moeda americana e pressiona a taxa de câmbio.
Também pesam as mudanças na curva de juros, que aponta para uma Selic mais alta no final de 2026 e de 2027 ao passo que as expectativas para o controle inflacionário se deterioram. “O mercado recebeu de forma negativa as projeções mais recentes do Boletim Focus. Continuamos distantes da meta de inflação e até mesmo da banda de tolerância, o que aumenta a cautela dos investidores”, afirma.
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