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A farmacêutica americana Eli Lilly firmou um acordo de US$ 2,75 bilhões (R$ 14,47 bilhões) com a Insilico Medicine, empresa com ações listadas em Hong Kong, para levar ao mercado global medicamentos desenvolvidos com inteligência artificial.

CNBCEli Lilly fecha acordo bilionário para levar medicamentos desenvolvidos por IA ao mercado global

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Dólar tem volatilidade com petróleo em alta e ajustes de fechamento de março

Publicado 30/03/2026 • 10:39 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O dólar iniciou a semana volátil, alternando altas e baixas e rondando R$ 5,23, influenciado por ajustes técnicos da Ptax e pelo avanço recente acumulado em março.
  • A alta do petróleo, com o Brent acima de US$ 107 o barril, em meio à guerra no Oriente Médio, eleva preocupações com inflação e crescimento global.
  • No Brasil, dados apontam piora nas expectativas de inflação, recuo na confiança e queda no crédito, enquanto cenário político também entra no radar.
O mercado de câmbio abriu a semana com instabilidade, refletindo fatores técnicos e externos. O dólar à vista oscilava na manhã desta segunda-feira, 30, e chegou a operar próximo de R$ 5,23 por volta das 9h40, após variações nos primeiros negócios.

O mercado de câmbio abriu a semana com instabilidade, refletindo fatores técnicos e externos. O dólar à vista oscilava na manhã desta segunda-feira (30) e chegou a operar próximo de R$ 5,23 por volta das 9h40, após variações nos primeiros negócios. A movimentação é atribuída, em parte, à formação da Ptax de fim de março e do primeiro trimestre, prevista para ser definida amanhã, além de uma alta acumulada de cerca de 2% no mês.

No cenário internacional, a moeda americana encontra suporte no ambiente de risco elevado. Investidores ajustam posições diante da disparada do petróleo, com o Brent acima de US$ 107 (R$ 559,61) o barril, impulsionada pela escalada da guerra no Oriente Médio, que completa um mês. O avanço da commodity reforça temores sobre pressões inflacionárias e desaceleração do crescimento global. Lá fora, o dólar também se fortalece frente a seis moedas fortes (DXY) e à maioria das divisas emergentes, com exceção de peso colombiano, peso mexicano, rublo russo e real.

No campo geopolítico, declarações de Donald Trump adicionaram volatilidade. O presidente afirmou que os Estados Unidos negociam “seriamente” com um novo regime no Irã para encerrar as operações militares, indicando “grandes progressos”. Ao mesmo tempo, alertou que, sem acordo e com o Estreito de Ormuz fechado, Washington pode intensificar ataques, mirando infraestrutura energética, petróleo, a Ilha de Kharg e usinas de dessalinização no país.

Na Europa, dados reforçaram o quadro inflacionário. A inflação ao consumidor (CPI) da Alemanha subiu para 2,7% em março, ante 1,9% em fevereiro, segundo o Destatis, indicando pressão adicional sobre preços no continente.

Leia também: Trump vai assinar novas notas de dólar e Tesouro fala em ‘Era de Ouro’ econômica

No Brasil, o Boletim Focus trouxe revisão negativa das expectativas. A projeção para o IPCA em 12 meses à frente passou de 4,07% para 4,10%, sinalizando deterioração nas perspectivas de inflação.

As estimativas de médio prazo também avançaram. Para 2026, o IPCA subiu de 4,17% para 4,31%, após 3,91% há um mês, ainda 0,19 ponto porcentual abaixo do teto da meta (4,50%). Para 2027, a projeção foi de 3,80% para 3,84%, e para 2028, de 3,52% para 3,57%, mantendo trajetória de alta nas expectativas.

Outros indicadores reforçam o quadro doméstico desafiador. O IGP-M registrou alta de 0,52% em março, revertendo a queda de 0,73% em fevereiro e ficando acima da mediana das projeções (0,46%), conforme a FGV.

No crédito, houve retração no curto prazo. As concessões de crédito livre recuaram 6,8% em fevereiro ante janeiro, totalizando R$ 551,6 bilhões, mas ainda acumulam alta de 8,3% em 12 meses, segundo o Banco Central.

Os índices de confiança também perderam força. O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 2,7 pontos, para 84,6 pontos, enquanto o Índice de Confiança de Serviços (ICS) recuou 1,8 ponto, para 88,4 pontos, na série dessazonalizada, de acordo com a FGV.

No campo político, a Paraná Pesquisas mostrou um cenário apertado. Em eventual segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro aparece com 45,2% das intenções de voto, contra 44,1% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Brancos e nulos somam 6,2%, enquanto 4,5% não responderam.

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