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Emirados Árabes Unidos negam relatos de transferência de fundos para o Irã

Publicado 13/06/2026 • 12:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Os Emirados Árabes Unidos negam relatos da mídia que alegam que o governo concordou em liberar até US$ 20 bilhões em ativos congelados para o Irã.
  • Os EAU afirmam que "nenhum fundo iraniano congelado foi liberado".
  • Outras quatro fontes anônimas disseram que os EAU concordaram em liberar os fundos como parte de uma mudança tática após centenas de ataques de projéteis iranianos desde o início da guerra.
Emirados Árabes

Os Emirados Árabes Unidos afirmaram neste sábado (13) que são falsos os relatos da mídia de que o país concordou em liberar bilhões de dólares em fundos congelados para o Irã.

“O Ministério das Relações Exteriores afirmou que essas alegações são inteiramente falsas e infundadas, enfatizando que nenhum fundo iraniano congelado foi liberado, transferido ou facilitado por meio dos EAU”, declarou o governo à CNBC em um comunicado.

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Mais cedo, a Reuters citou quatro fontes anônimas dizendo que os EAU haviam concordado em liberar os fundos em uma mudança tática, após centenas de ataques contra alvos militares e infraestrutura emiradense desde o início da guerra liderada pelos EUA em 28 de fevereiro.

No entanto, ao longo da última semana, os EAU foram poupados dos projéteis iranianos, enquanto o Kuwait e o Bahrein foram atingidos.

A Reuters citou duas fontes regionais que afirmaram que os EAU haviam concordado em liberar um total de US$ 10 bilhões, dos quais mais de US$ 3 bilhões já teriam sido entregues.

Leia também: Irã nega que acordo de paz com os EUA será assinado neste domingo

A agência de notícias citou outras duas fontes com conhecimento do acordo que estimaram o total dos fundos envolvidos em US$ 20 bilhões, acrescentando que a medida foi acordada em troca do fim dos ataques iranianos aos EAU. Uma das fontes com conhecimento do acordo também foi citada dizendo que uma primeira parcela de US$ 3 bilhões já havia sido disponibilizada.

A Reuters não conseguiu estabelecer se os fundos destinados às transferências pertencem aos EAU ou se originam de contas iranianas há muito bloqueadas no sistema bancário dos EAU ou em outro lugar.

Dubai tem sido um corredor financeiro crucial para empresas e indivíduos iranianos que buscam contornar as sanções ocidentais, vendendo petróleo no exterior e canalizando os lucros para programas militares e aliados regionais (proxies), de acordo com o think tank Atlantic Council, baseado nos EUA.

Empresas de fachada registradas nas vastas zonas francas de Dubai têm mascarado, há anos, a origem do petróleo e das mercadorias iranianas. Casas de câmbio informais também movimentaram fundos através das fronteiras, fora do alcance da supervisão bancária convencional.

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A América vem pressionando o país do Golfo para desmantelar essas redes. O Tesouro dos EUA sancionou entidades baseadas nos EAU nos últimos anos, com autoridades reiterando que a fiscalização dentro dos EAU tem ficado aquém dos compromissos declarados pelo país.

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