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Lucro da Saudi Aramco salta 33% no segundo trimestre com guerra envolvendo o Irã pressionando oferta de petróleo
Publicado 04/08/2026 • 09:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/08/2026 • 09:45 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto por FAYEZ NURELDINE / AFP
Esta foto mostra a torre Aramco no Distrito Financeiro Rei Abdullah (KAFD) de Riad em 3 de março de 2025.
A Saudi Aramco divulgou nesta terça-feira (04) um forte crescimento no lucro do segundo trimestre, após um período de severas interrupções no tráfego pelo Estreito de Ormuz em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
A maior petroleira do mundo registrou lucro líquido ajustado de 125,2 bilhões de riais sauditas (US$ 33,4 bilhões) entre abril e junho, alta de 33% em relação ao mesmo período do ano passado e acima da expectativa de analistas, que projetavam US$ 31,59 bilhões.
O resultado acompanha uma sequência de balanços robustos das grandes companhias globais de petróleo, beneficiadas pela disparada dos preços dos combustíveis fósseis diante das hostilidades entre Estados Unidos e Irã.
O conflito, que já dura mais de cinco meses e se expandiu para além de seus principais focos, passou a envolver outros países do Oriente Médio nos últimos dias, incluindo Iraque e Egito.
Como resposta à guerra, a Aramco intensificou o uso do oleoduto East-West, com 1.200 quilômetros de extensão e ligação até o Mar Vermelho, contornando o Estreito de Ormuz para manter as exportações em sua capacidade máxima de 7 milhões de barris por dia.
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“Apesar da interrupção sem precedentes no fornecimento através do Estreito de Ormuz, continuamos demonstrando nossa capacidade de manter a continuidade dos negócios ao aproveitar nossa base diversificada de ativos e décadas de planejamento, incluindo infraestrutura estratégica como o oleoduto East-West, capacidade de armazenamento e terminais de exportação”, afirmou o presidente e CEO da Aramco, Amin H. Nasser, em comunicado.
“Isso nos permitiu sustentar a produção e as exportações ao mesmo tempo em que avançamos com projetos estratégicos, apesar do ambiente regional desafiador”, acrescentou.
O conselho de administração da Aramco anunciou ainda o pagamento de um dividendo-base de US$ 21,9 bilhões referente ao segundo trimestre, que será distribuído ao longo dos próximos três meses.
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Siga o Times | CNBCA companhia informou que o forte crescimento da receita foi impulsionado principalmente pelos preços mais elevados do petróleo bruto e dos produtos refinados e químicos, embora esse avanço tenha sido parcialmente compensado pela redução dos volumes vendidos desses produtos.
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Durante teleconferência com analistas, Amin Nasser afirmou que a crise geopolítica em curso “continua agravando o maior choque de oferta da história”, destacando que o mundo deixou de contar com mais de 2,6 bilhões de barris de petróleo destinados a setores como agricultura, semicondutores, indústria automotiva, química e manufatura.
Segundo o executivo, o uso do oleoduto East-West e dos estoques globais ajudou a reduzir esse impacto, diminuindo a perda líquida para cerca de 1,8 bilhão de barris.
Mesmo que o Estreito de Ormuz fosse reaberto imediatamente, Nasser alertou que seriam necessários até 18 meses, a um ritmo médio de 2,1 milhões de barris por dia, para recompor os estoques esgotados.
Leia também: Lucro da Saudi Aramco dispara 26% no 1º trimestre em meio à guerra com o Irã
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump criticou na segunda-feira os resultados das gigantes Exxon Mobil e Chevron, afirmando que as empresas estão lucrando “dinheiro demais” com a alta dos combustíveis provocada pela guerra envolvendo o Irã.
“Eles estão ganhando dinheiro demais por causa da escassez. Eu não gosto disso”, declarou Trump a jornalistas na Casa Branca, reiterando sua defesa por preços mais baixos dos combustíveis para os consumidores.
A Exxon mais que dobrou seu lucro no segundo trimestre, alcançando US$ 14,5 bilhões, enquanto a Chevron registrou um salto de quase 400%, para US$ 12 bilhões, ante US$ 2,5 bilhões no mesmo período do ano anterior. A CNBC informou que procurou as duas companhias para comentar as declarações do presidente.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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