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Equador volta a transportar petróleo da Colômbia e prevê receita de US$ 16 milhões por ano

Publicado 17/10/2026 • 18:37 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • Operação movimentará cerca de 11,9 mil barris de petróleo por dia.
  • Petroecuador estima receita anual superior a US$ 16 milhões para o Estado equatoriano.
  • - Retomada ocorre após a Colômbia restabelecer o fornecimento de eletricidade ao Equador.
Petróleo

Foto: Unsplash

O Equador retomou o transporte de petróleo das empresas colombianas Ecopetrol e Amerisur pelo Sistema de Oleoduto Transequatoriano (SOTE), informou neste sábado (17) a estatal Petroecuador. A operação havia sido suspensa em meio a uma disputa comercial entre os dois países e volta a movimentar cerca de 11,9 mil barris por dia.

A retomada ocorre um dia após a Colômbia restabelecer o fornecimento de eletricidade ao Equador, interrompido anteriormente devido ao risco de desabastecimento interno. Os dois movimentos sinalizam uma retomada das relações comerciais após meses de tensão entre os governos.

Segundo a Petroecuador, o transporte de petróleo integra um acordo bilateral em vigor desde 2024. A operação deve gerar US$ 1,4 milhão por mês em receitas para o Estado equatoriano, o equivalente a mais de US$ 16 milhões por ano.

O petróleo percorre aproximadamente 500 quilômetros desde Lago Agrio, na Amazônia equatoriana, até o terminal de exportação de Esmeraldas, na costa do Pacífico. De acordo com a estatal, o SOTE opera em plena capacidade, enquanto a produção nacional permanece estável em 371 mil barris por dia.

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Disputa comercial

A suspensão do transporte ocorreu durante uma escalada das tensões comerciais no início de 2026. O presidente equatoriano, Daniel Noboa, impôs inicialmente uma tarifa de 30% sobre produtos colombianos e, posteriormente, elevou a alíquota para 100%. O custo do transporte de petróleo também aumentou, levando Bogotá a interromper o serviço.

Noboa justificou as medidas como uma taxa de segurança, sob a alegação de que a Colômbia não controlava adequadamente a fronteira entre os países. O governo do então presidente colombiano Gustavo Petro rejeitou a justificativa e respondeu com tarifas sobre produtos equatorianos.

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