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Negociações entre EUA e China devem durar anos, afirma especialista
Publicado 08/05/2025 • 18:08 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 08/05/2025 • 18:08 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O conflito comercial entre Estados Unidos e China está longe de terminar. Pelo o menos é o que disse Vladimir Feijó, doutor em direito internacional, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Essa é uma questão de anos. A escolha da conferência em Genebra serve apenas para dar alguns sinais de boa fé. Dificilmente se chegará a um acordo de redução significativo, apenas a concessões pontuais”.
Feijó afirmou que, nos bastidores, os dois países já reconheceram os impactos negativos das tarifas. “Sem fazer alarde, eles perceberam que alíquotas que prejudicam o próprio mercado não chamam o outro país à negociação e já não estão mais cobrando isso dos seus importadores”, explica.
Segundo o especialista, a retirada das tarifas não teve a mesma publicidade que suas imposições.
Feijó falou sobre a condução das conversas. “ Trump mina muitas vezes as negociações. No caso da China, chegou a incluir direitos humanos e o caso do Dimilai, o que obviamente coloca o processo para trás. Ele parece mal informado ou aposta numa estratégia de longo prazo que ainda não entendemos”.
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Feijó ainda se mostrou cético em relação a outros acordos bilaterais, como o esboço de pacto entre EUA e Reino Unido. “Foi [um acordo] muito pequeno depois de um mês de negociação com um país historicamente próximo. Isso mostra que, com parceiros mais complicados como Índia e Japão, não dá para esperar grandes avanços tão cedo”, ele disse.
O doutor em direito internacional finalizou dizendo que a incerteza trazida pelos EUA pode ser compensada por outras negociações internacionais. “Se o mundo ignorar o Donald Trump e acelerar as outras negociações, pode haver sensação de segurança. E aí, talvez, os EUA tenham que fazer concessões para voltar ao ambiente internacional. Eles venceriam mais sendo um agente da estabilidade do que do caos”.
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