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Justiça dos EUA investiga emissoras após suspensão da cobertura de Trump
Publicado 11/10/2026 • 17:15 | Atualizado há 50 minutos
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Publicado 11/10/2026 • 17:15 | Atualizado há 50 minutos
KEY POINTS
Foto: Picryl
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação para determinar se a decisão do grupo de emissoras responsável pela cobertura televisiva compartilhada da Casa Branca de suspender a cobertura do presidente Donald Trump violou as leis antitruste.
Em comunicado, o Departamento de Justiça informou que está examinando se o grupo de imprensa televisiva da Casa Branca, formado por emissoras como CNN, Fox News, ABC, CBS e NBC, violou a Lei Sherman ao interromper temporariamente a cobertura televisiva compartilhada do presidente.
A Lei Sherman é uma legislação federal que proíbe determinados acordos que restringem injustificadamente a concorrência. Criada na década de 1890, a lei raramente foi aplicada a organizações de mídia, especialmente em questões relacionadas à cobertura jornalística.
Leia também: Trump diz que vai banir a MS NOW, a CNN e o Politico da Casa Branca
Os integrantes do grupo de imprensa não responderam imediatamente aos pedidos de comentários enviados pela CNBC fora do horário comercial.
A investigação do Departamento de Justiça ocorre após o grupo responsável pela cobertura televisiva da Casa Branca interromper a cobertura de Trump em 21 de setembro, pouco depois de o presidente proibir o acesso de jornalistas da CNN, MS NOW e Politico à sede do governo americano.
Em uma publicação na Truth Social, Trump afirmou, na ocasião, que esses veículos “não deveriam poder escrever ou divulgar constantemente FICÇÃO e MENTIRAS quando cobrem o presidente dos Estados Unidos, o governo Trump ou os Estados Unidos da América”.
Leia também: Jornalistas da MS NOW, CNN e Politico são impedidos de entrar na Casa Branca após proibição de Trump
Um juiz suspendeu as restrições impostas aos jornalistas em 24 de setembro, alguns dias depois de funcionários da Casa Branca confiscarem suas credenciais de imprensa. Apesar da decisão, repórteres da CNN e da Politico foram impedidos de viajar com o presidente no avião presidencial Air Force One, segundo reportagem do *The New York Times*.
O governo Trump enfrenta agora uma ação judicial movida pela CNN, MS NOW e Politico por causa da proibição de acesso de seus jornalistas às dependências da Casa Branca.
A cobertura televisiva compartilhada da Casa Branca também foi retomada.
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Siga o Times | CNBCLeia também: CNN, MS NOW e Politico recuperam acesso à Casa Branca após ordem judicial
A investigação do Departamento de Justiça representa uma nova escalada na disputa entre Trump e os veículos de comunicação em torno dos direitos da imprensa.
O governo Trump adotou medidas para restringir agências de notícias que publicaram reportagens críticas às suas políticas.
No ano passado, Trump tentou cancelar cerca de US$ 1,1 bilhão em recursos anteriormente aprovados para a Corporation for Public Broadcasting, financiamento federal destinado às emissoras públicas NPR e PBS. Trump e seus aliados também processaram diversas organizações de mídia, incluindo *The New York Times*, *The Wall Street Journal* e BBC News, por supostas parcialidades ou imprecisões em suas reportagens.
Leia também: CNN, Politico e MS NOW processam Trump por proibição de acesso à Casa Branca
Seth Stern, diretor de defesa de direitos da Freedom of the Press Foundation, classificou a investigação do Departamento de Justiça como um “absurdo”.
“Privar Trump da atenção que ele tanto deseja não constitui um prejuízo à concorrência e, de qualquer forma, a legislação antitruste reconhece há muito tempo exceções relacionadas à Primeira Emenda, mesmo quando há impacto anticoncorrencial”, afirmou.
“Depois de toda a sua retórica sobre ‘fake news’, Trump está usando o Departamento de Justiça como arma para pressionar as emissoras que chama de ‘inimigas do povo’ a permanecerem na Casa Branca. É uma maneira estranha de dizer à imprensa o quanto sentiu falta dela”, acrescentou Stern.
Leia também: EUA: imprensa pede que Justiça impeça bloqueio do acesso à Casa Branca até o fim do processo
A Associação de Correspondentes da Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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