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CNN, MS NOW e Politico recuperam acesso à Casa Branca após ordem judicial
Publicado 24/09/2026 • 14:36 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 24/09/2026 • 14:36 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
Foto: AFP
Jornalistas da CNN, MS NOW e Politico voltaram a ter acesso à Casa Branca nesta quinta-feira (24), após uma decisão judicial determinar a restituição das credenciais dos três veículos. A medida ocorreu seis dias depois de o governo de Donald Trump revogar o acesso dos profissionais às instalações.
Os três veículos solicitaram uma audiência de emergência para obrigar a Casa Branca a cumprir a decisão do juiz federal de Washington, Timothy Kelly. O magistrado havia determinado a retomada do acesso e apontado que a administração poderia ter violado direitos constitucionais ao impedir a entrada dos jornalistas sem oferecer a eles a oportunidade de serem ouvidos.
Kelly deu à administração até as 12h30, no horário local (16h30 GMT), para responder ao pedido. A Casa Branca cumpriu a determinação antes do fim do prazo.
“Bem-vinda!”, disseram vários jornalistas à repórter da CNN Betsy Klein durante sua primeira transmissão ao vivo após retornar à Casa Branca. Segundo um correspondente da AFP, a jornalista foi recebida por uma multidão de repórteres.
Trump havia anunciado a retirada das credenciais dos três veículos após acusá-los de divulgar “notícias falsas”.
Na decisão, Kelly determinou que as credenciais de imprensa dos funcionários dos três meios fossem restabelecidas “até nova ordem do tribunal ou até a expiração desta ordem de restrição temporária”, que permanecerá em vigor por 14 dias.
O juiz afirmou que a medida adotada pelo governo “provavelmente violou seus direitos constitucionais ao devido processo”. Segundo Kelly, a regra geral é que as pessoas recebam uma notificação e tenham a oportunidade de ser ouvidas antes que o governo as prive de um interesse protegido constitucionalmente.
Os embates entre Trump e veículos de imprensa não são recentes. O presidente americano frequentemente critica organizações jornalísticas que considera desfavoráveis a seu governo e já chamou a imprensa de “inimiga do povo”.
Theodore Boutrous, advogado que representou os veículos no processo, afirmou ao juiz que Trump “não disse nada sobre segurança nacional” na publicação feita na Truth Social em que anunciou as proibições.
Antes da decisão, o Departamento de Justiça havia argumentado que o acesso à Casa Branca é um privilégio, e não um direito.
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Siga o Times | CNBCEm uma carta enviada à CNN, o escritório de imprensa da Casa Branca acusou a emissora de “traficar falsidades verificáveis sobre segurança nacional e outros temas”, além de publicar informações sensíveis ou classificadas.
Acusações semelhantes foram feitas contra a MS NOW e o Politico.
No caso da CNN, a Casa Branca citou reportagens sobre a guerra entre Israel e Irã e outras relacionadas a projetos de segurança envolvendo a residência oficial do presidente. O governo afirmou que uma dessas reportagens teria revelado detalhes considerados “ultrassecretos” sobre obras relacionadas a um possível bunker militar sob o projeto de um salão de baile na Ala Leste da Casa Branca.
Kelly, porém, classificou os artigos mencionados nas cartas enviadas aos três veículos como “rotineiros”.
“O tribunal está cético, com base nos elementos apresentados até o momento, de que os interesses de segurança nacional sejam a verdadeira motivação para a revogação das credenciais permanentes dos autores ou que sequer sejam favorecidos por essa medida”, escreveu o magistrado.
A Associação de Correspondentes da Casa Branca e cerca de 50 veículos de comunicação também apresentaram um documento ao tribunal pedindo a suspensão das restrições impostas à CNN, MS NOW e Politico.
No domingo, a Casa Branca lançou um canal de streaming chamado “Trump TV”, que, segundo o governo, exibirá “os melhores vídeos, discursos importantes e momentos imperdíveis”, com transmissão 24 horas por dia e atualização em tempo real.
Trump, que também teve uma carreira na televisão, é um crítico frequente dos veículos de comunicação e os acusa de apresentar uma imagem negativa de seu governo.
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