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Fed mantém taxa básica de juros nos EUA
Publicado 28/01/2026 • 16:06 | Atualizado há 33 minutos
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Publicado 28/01/2026 • 16:06 | Atualizado há 33 minutos
KEY POINTS
O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, votou nesta quarta-feira (28) por interromper uma série recente de cortes nas taxas de juros, enquanto enfrenta questionamentos sobre sua independência e aguarda um novo líder.
Atendendo às expectativas do mercado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do banco central votou por manter sua taxa básica de juros na faixa entre 3,5% e 3,75%. A decisão interrompeu três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual, consideradas medidas de manutenção para se proteger contra possíveis recessões no mercado de trabalho.
Ao votar pela manutenção da taxa, o comitê também elevou sua avaliação do crescimento econômico. Além disso, diminuiu suas preocupações com o mercado de trabalho em comparação com a inflação.
“Os indicadores disponíveis sugerem que a atividade econômica tem se expandido em um ritmo sólido. A criação de empregos permaneceu baixa e a taxa de desemprego mostrou alguns sinais de estabilização”, afirmou o comunicado divulgado após a reunião. “A inflação permanece um pouco elevada.”
É importante ressaltar que o comunicado também removeu uma cláusula que indicava que o comitê considerava um risco maior para um mercado de trabalho em declínio do que para uma inflação alta. Isso sugere uma abordagem mais paciente em relação à política monetária, à medida que as autoridades consideram que os objetivos duplos do Fed — baixa inflação e pleno emprego — estão mais equilibrados.
Houve poucas orientações sobre o que virá a seguir, com os mercados esperando que o Fed aguarde pelo menos até junho antes de ajustar sua taxa básica de juros novamente.”.
“Ao considerar a extensão e o momento de ajustes adicionais na meta para a taxa de juros dos fundos federais, o Comitê avaliará cuidadosamente os dados recebidos, a evolução das perspectivas e o equilíbrio de riscos”, afirmou o comunicado, repetindo a linguagem inserida em dezembro, que os mercados interpretaram como uma mudança em relação ao ciclo de afrouxamento monetário iniciado em setembro de 2025.
Como tem ocorrido em reuniões recentes, houve votos divergentes. Os membros do Conselho de Governadores, Stephen Miran e Christopher Waller, votaram contra a manutenção da taxa, defendendo um novo corte de 0,25 ponto percentual. Ambos foram nomeados pelo presidente Donald Trump, com Miran ocupando uma vaga não expirada no Conselho em setembro de 2025 e Waller nomeado durante o primeiro mandato de Trump.
O mandato de Miran termina neste sábado (31), enquanto Waller foi entrevistado para o cargo de presidente do Fed, mas é considerado um candidato com poucas chances de sucesso.
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A natureza rotineira da decisão ocorre num momento em que nada é rotineiro para o banco central.
O presidente Jerome Powell tem apenas mais duas reuniões antes do fim de seu mandato à frente da instituição, encerrando oito anos tumultuosos no Fed, que incluíram uma pandemia global, uma recessão profunda e uma série aparentemente interminável de batalhas contra Trump.
Mais recentemente, o Departamento de Justiça intimou Powell a depor sobre as extensas reformas na sede do Fed em Washington, D.C. Antes disso, o presidente ameaçou em diversas ocasiões demitir Powell e, de fato, tentou demitir a governadora Lisa Cook, um caso que agora aguarda decisão da Suprema Corte dos EUA.
Subjacente a toda essa tensão está a batalha pela independência do Fed, ou seja, sua capacidade de operar sem interferência política. Ao confirmar a investigação do Departamento de Justiça, um Powell incomumente franco atribuiu a ameaça aos esforços de Trump para controlar a política monetária. Presidentes anteriores também criticaram as decisões do Fed e tentaram coagir os formuladores de políticas a reduzir as taxas de juros, mas nenhum foi tão agressivo ou público quanto Trump.
O Fed também enfrenta um cenário econômico desafiador.
O crescimento, medido pelo indicador mais amplo, o Produto Interno Bruto (PIB), tem sido robusto. O terceiro trimestre avançou a um ritmo de 4,4% e os últimos três meses do ano estão caminhando para uma taxa de 5,4%, de acordo com o Fed de Atlanta.
Ao mesmo tempo, a contratação está lenta no mercado de trabalho em meio à repressão do governo Trump à imigração ilegal. No entanto, as demissões também têm sido moderadas, com a tendência de pedidos iniciais de seguro-desemprego em seu nível mais baixo em dois anos.
A inflação, porém, tem se mostrado mais problemática. Embora tenha se afastado de suas máximas de 40 anos em 2022, a taxa ainda está mais próxima de 3% do que da meta de 2% do Fed, causando preocupação entre alguns membros do FOMC que querem a suspensão ou eliminação dos cortes de juros até que haja mais evidências de que o aumento dos preços esteja diminuindo.
As tarifas de Trump têm um impacto secundário na inflação, com os economistas do Fed geralmente considerando que as tarifas adicionam pressões de curto prazo que diminuirão ainda este ano.
Os mercados futuros precificam, no máximo, duas reduções de juros em 2026 e nenhuma em 2027, independentemente do próximo presidente do Fed. Os mercados de previsão apontam Rick Rieder, chefe de títulos da BlackRock, como o provável candidato a suceder Powell.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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