CNBC

CNBCFed dividido mantém taxa de juros estável, mas três membros votaram a favor do aumento

Mundo

Mercado espera manutenção dos juros e busca sinais sobre próximos passos do Fed

Publicado 29/07/2026 • 15:06 | Atualizado há 49 minutos

KEY POINTS

  • Hugo Garbe avalia que pressão inflacionária provocada pelas tarifas dificulta cortes de juros pelo Federal Reserve no curto prazo.
  • Economista afirma que divergências dentro do Fed são naturais, mas ainda não indicam um movimento consistente em direção à redução das taxas.
  • Em entrevista ao Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC, especialista diz que juros elevados nos EUA podem continuar pressionando o fluxo de capitais para o mercado americano.

As pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por cortes de juros não devem alterar, ao menos no curto prazo, a postura cautelosa do Federal Reserve (Fed), avalia Hugo Garbe, economista-chefe da G11 Finance. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele afirmou que as tarifas comerciais impostas pelo governo americano continuam alimentando pressões inflacionárias e reduzem o espaço para uma flexibilização da política monetária.

Segundo Garbe, as tarifas comerciais adotadas pelo governo Trump acabaram gerando um efeito contrário ao esperado, ao elevar as pressões sobre os preços e reduzir o espaço para um corte de juros pelo banco central.

“A política comercial acabou criando uma pressão inflacionária adicional. Diante desse cenário, o Fed não tem muitas alternativas além de manter uma postura cautelosa e preservar os juros no patamar atual”, afirmou.

Leia também: Fed dividido mantém as taxas de juros estáveis, mas três membros votaram a favor do aumento

Inflação ainda limita espaço para cortes

Na avaliação do economista, a expectativa predominante do mercado continua sendo de manutenção da taxa de juros, mesmo com a mudança na presidência do Fed.

Ele destaca que o banco central americano preserva uma atuação técnica e independente, priorizando o combate à inflação antes de considerar qualquer ciclo de afrouxamento monetário.

Divergências são naturais no comitê

Garbe também minimizou as diferenças de opinião entre integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc). Para ele, divergências fazem parte do funcionamento de qualquer colegiado responsável pela política monetária.

“O debate é saudável. Hoje, as divergências estão muito mais entre manter os juros ou até elevá-los do que entre reduzir as taxas”, explicou.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Segundo o economista, esse cenário vai na direção oposta ao defendido por Trump, que tem intensificado as críticas ao Fed e pedido cortes mais rápidos nos juros.

Leia também: Ouro recua com cautela antes do Fed e pressão das tensões no Oriente Médio

Comunicação do Fed reduz incertezas

Sobre o estilo de comunicação do presidente do Fed, Kevin Warsh, Garbe afirmou que a postura mais reservada não representa um problema para os investidores.

Na avaliação dele, o mercado continua encontrando nas atas das reuniões os elementos necessários para interpretar a estratégia da autoridade monetária. “As sinalizações continuam sendo transmitidas de forma institucional. O mercado não fica sem referências para projetar os próximos passos do Fed”, disse.

Impactos para o Brasil

O economista afirmou ainda que uma manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos pode limitar o espaço para cortes da Selic pelo Banco Central brasileiro, mesmo diante de sinais de desaceleração da inflação doméstica.

Leia também: Fed pode deixar porta aberta para alta de juros no segundo semestre, diz economista

Segundo Garbe, taxas mais altas na maior economia do mundo aumentam a atratividade dos ativos americanos e favorecem a migração de capital para os Estados Unidos.

“Quando os juros americanos permanecem elevados, cresce o fluxo de recursos para aquele mercado, considerado o mais seguro do mundo. Isso reduz a disponibilidade de capital para economias emergentes, como o Brasil”, concluiu.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo