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G7 discute piso de preços e alianças para reduzir dependência de terras raras da China

Publicado 13/01/2026 • 10:22 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • G7 avalia piso de preços e parcerias para reduzir dependência de terras raras chinesas.
  • China domina a cadeia global de minerais críticos usados em defesa, energia e tecnologia.

Ministros das Finanças do G7 e de outras grandes economias reuniram-se nesta segunda-feira (12), em Washington, para discutir estratégias de redução da dependência global de terras raras e minerais críticos da China, incluindo a criação de um piso mínimo de preços e novas parcerias internacionais para ampliar fontes alternativas de suprimento.

O encontro foi convocado pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e contou com representantes de Japão, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Estados Unidos, além de autoridades de Austrália, México, Coreia do Sul e Índia.

Também participaram o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, além de executivos do Export-Import Bank e do JPMorgan, embora nenhuma declaração conjunta tenha sido divulgada ao fim da reunião.

Leia também: Pesquisa do Ipea aponta que Brasil tem grande potencial para minerais críticos

De-risking, não desacoplamento

Em nota, o Tesouro americano afirmou que o objetivo do encontro foi discutir soluções para garantir e diversificar cadeias de suprimento de minerais críticos, especialmente terras raras, destacando a busca por um modelo de “redução de risco” (de-risking) – e não um desacoplamento completo – em relação à China.

Segundo um funcionário do governo americano, Bessent pressionou os participantes a acelerar esforços para diminuir a dependência de minerais chineses, em meio ao endurecimento dos controles de exportação impostos por Pequim, incluindo restrições recentes a fornecimentos destinados ao Japão.

Leia também: Riqueza no subsolo, baixa produção: Brasil responde por menos de 1% na corrida global por terras raras

Consenso sobre urgência

A ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmou que houve “amplo consenso” entre os participantes sobre a necessidade de reduzir rapidamente a dependência da China para terras raras.

Ela apresentou propostas de curto, médio e longo prazo, que incluem:

  • criação de mercados baseados em padrões internacionais, como respeito a condições de trabalho e direitos humanos;
  • apoio de bancos públicos, incentivos fiscais e financeiros;
  • medidas comerciais e tarifárias;
  • regras sanitárias e quarentenas;
  • e a fixação de preços mínimos para viabilizar projetos fora da China.

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China domina a cadeia

Os países presentes à reunião, somados à União Europeia, representam cerca de 60% da demanda global por minerais críticos. Ainda assim, a China domina etapas-chave da cadeia, refinando entre 47% e 87% de insumos como cobre, lítio, cobalto, grafite e terras raras, segundo a Agência Internacional de Energia.

Esses minerais são considerados estratégicos para setores como: defesa e indústria militar; semicondutores; energias renováveis; baterias e processos industriais avançados.

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Europa pede ação, não confronto

O ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, confirmou que o debate incluiu a criação de um piso global de preços para terras raras e parcerias de fornecimento, mas ressaltou que as conversas ainda estão em estágio inicial.

Klingbeil alertou contra a formação de uma coalizão explicitamente anti-China, defendendo que a Europa avance mais rapidamente em soluções próprias, como:

  • maior financiamento em nível europeu;
  • fundos nacionais de matérias-primas;
  • e expansão urgente da reciclagem, apontada como uma ferramenta-chave para reduzir dependências.

“Nem reclamação nem autocomiseração resolvem. Precisamos nos tornar ativos”, afirmou.

Reciclagem e cooperação tecnológica

A Coreia do Sul também defendeu o fortalecimento das cadeias globais de valor com base em vantagens comparativas, destacando a reciclagem como eixo central de uma cadeia resiliente. Canadá e Austrália, por sua vez, solicitaram cooperação tecnológica sul-coreana para projetos no setor.

(*com informações da Reuters)

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