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Impasse crítico em Ormuz pressiona EUA a ceder enquanto mediação do Paquistão tenta destravar negociações com o Irã
Publicado 29/04/2026 • 06:30 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 29/04/2026 • 06:30 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
A negociações entre Estados Unidos e o Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz atingiram um impasse crítico após Washington rejeitar as propostas de Teerã, afirmou Vera Galante, consultora de risco político, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
“Acredito que os Estados Unidos não terão opção a não ser ceder de alguma forma. O fechamento do Estreito de Ormuz está afetando o mundo inteiro e a pressão sobre Washington é muito grande, especialmente com a mediação do Paquistão tentando moldar propostas palatáveis”.
Para Vera Galante, a situação política interna de Donald Trump acelera a necessidade de um acordo que envolva bilhões de dólares em impacto comercial.
“Trump está correndo contra o tempo por causa das eleições de novembro e sua popularidade está baixa. Ele precisa mostrar que é capaz de terminar essa guerra para evitar que ela se torne um conflito eterno, o que seria desastroso para o Partido Republicano”, analisou a consultora.
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O desrespeito ao direito internacional foi apontado como uma característica comum a ambos os lados durante o bloqueio da via marítima. “O direito internacional foi rasgado por todo mundo nesta guerra. De um lado, o Irã quer controlar o acesso e cobrar pedágio; do outro, os Estados Unidos mantêm o bloqueio de qualquer forma, ignorando acordos que historicamente sempre foram respeitados pelas democracias”.
A resiliência iraniana e a escassez de recursos bélicos americanos também sugerem que o conflito não pode se estender por muito tempo. “Os Estados Unidos não têm munição para um conflito longo e o Irã, embora sufocado economicamente, é um povo orgulhoso que não vai entregar sua soberania de mão beijada. O novo regime em Teerã está com mais ódio dos americanos e israelenses do que o anterior”, destacou.
Por fim, a consultora ressaltou que a revolta popular dentro dos próprios Estados Unidos tem moldado as decisões militares da Casa Branca. “O governo americano só desistiu de atacar alvos civis por causa da grande revolta interna. Agora, a prioridade é salvar a economia e garantir a estabilidade antes que o cenário se torne insustentável para a população americana e para o mercado de energia”.
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