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Militar americano deixa prisão com fiança em caso de apostas sobre prisão Maduro
Publicado 24/04/2026 • 19:21 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 24/04/2026 • 19:21 | Atualizado há 2 semanas
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Wyatte Grantham-Philips | AP
O militar das Forças Especiais do Exército dos EUA acusado criminalmente por realizar apostas altamente lucrativas na Polymarket, relacionadas à operação militar que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro, foi libertado nesta sexta-feira (24) após pagar uma fiança de US$ 250 mil, depois de comparecer a um tribunal federal em Raleigh, na Carolina do Norte (EUA).
O sargento Gannon Ken Van Dyke deverá comparecer na terça-feira (28) a um tribunal distrital em Manhattan, onde foi formalmente acusado de fraude eletrônica e outros crimes. Segundo as autoridades, ele teria usado informações confidenciais sobre a operação planejada para lucrar cerca de US$ 410 mil com apostas e, posteriormente, tentou encobrir o esquema.
Van Dyke, que serve no Exército desde 2008, foi preso na quinta-feira na Carolina do Norte, onde está baseado em Fort Bragg.
A Kalshi, principal concorrente da Polymarket no setor de mercados de previsão, confirmou que havia bloqueado anteriormente a tentativa de Van Dyke de abrir uma conta na plataforma.
A porta-voz da empresa, Elisabeth Diana, disse não poder detalhar quando o militar tentou criar a conta nem os motivos do bloqueio. No entanto, um processo civil apresentado pela Commodity Futures Trading Commission (CFTC) afirma que, em 24 de dezembro, ele solicitou abertura de conta em um mercado regulado licenciado pela agência, que permite a negociação de contratos de eventos.
A Kalshi é um desses mercados licenciados.
Segundo a ação, esse mercado já oferecia contratos relacionados à Venezuela, incluindo apostas sobre a saída de Maduro do poder. Van Dyke não conseguiu abrir a conta, apesar de ter contatado o suporte da plataforma em várias ocasiões no fim de dezembro de 2025.
De acordo com os promotores, ele abriu uma conta na Polymarket em 27 de dezembro, cerca de três semanas após se envolver no planejamento da operação realizada em 3 de janeiro, em Caracas, que terminou com a captura de Maduro e sua esposa por forças especiais dos EUA, que os transferiram para um navio da Marinha com destino aos Estados Unidos. O casal enfrenta acusações federais por drogas no mesmo tribunal.
Na semana que antecedeu a operação, Van Dyke fez uma série de apostas sobre a presença de forças americanas na Venezuela até 31 de janeiro, a saída de Maduro do cargo e outros desdobramentos relacionados. Ele teria apostado cerca de US$ 33 mil em mais de uma dúzia de operações.
O caso é mais um capítulo nas controvérsias envolvendo mercados de previsão, cuja crescente popularidade levanta preocupações sobre vício em apostas e o uso de informações privilegiadas para lucrar com contratos de eventos.
Nesta sexta-feira, o senador Bernie Moreno apresentou um projeto de lei que proibiria senadores americanos de negociar nesses mercados.
Na quarta-feira, um dia antes da prisão de Van Dyke, a Kalshi revelou ter multado e suspenso um candidato ao Senado e dois à Câmara dos Representantes por negociarem contratos ligados às próprias campanhas.
O CEO da Polymarket, Shayne Coplan, afirmou em publicação que a empresa notificou o Departamento de Justiça sobre atividades suspeitas na conta de Van Dyke.
“Agradecemos que o Departamento de Justiça tenha reconhecido oficialmente a cooperação da Polymarket neste caso. Independentemente do ruído, a realidade é que trabalhamos proativamente com as autoridades em qualquer atividade suspeita”, disse.
“Identificamos o caso, encaminhamos e colaboramos durante todo o processo. Isso acontece constantemente nos bastidores, apesar do que muitos acreditam.”
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