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Queda do bitcoin reacende debate sobre investimento e reforça cautela de especialistas
Publicado 12/06/2026 • 16:16 | Atualizado há 2 horas
Queda do bitcoin reacende debate sobre investimento e reforça cautela de especialistas
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Publicado 12/06/2026 • 16:16 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O bitcoin perdeu quase metade de seu valor desde que atingiu a máxima histórica acima de US$ 123 mil (R$ 629,76 mil) em julho de 2025. Após anos recompensando investidores que mantiveram suas posições durante períodos de forte volatilidade, a queda mais recente representa mais um teste para quem aposta na criptomoeda.
Mas a desvalorização recente não parece refletir uma mudança fundamental nos fundamentos do ativo, afirma Daniel Sotiroff, diretor associado de pesquisa de ETFs e estratégias passivas da Morningstar.
“Acho que muito disso é apenas o mercado de criptomoedas sendo o mercado de criptomoedas”, disse.
A queda do bitcoin ocorre em meio à fraqueza observada em diversas classes de ativos, à medida que investidores reavaliam riscos e buscam novos destinos para seu capital. O índice Nasdaq Composite e o ouro também recuaram de máximas recentes, acumulando quedas de aproximadamente 4% e 8%, respectivamente. Até esta sexta-feira, o bitcoin era negociado em torno de US$ 63,9 mil (R$ 327,17 mil).
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Segundo Sotiroff, a correção pode ser explicada por diversos fatores, incluindo a realização de lucros após a forte valorização que levou o bitcoin a recordes históricos.
A expectativa de que as taxas de juros possam permanecer elevadas por mais tempo também estaria levando investidores a adotar uma postura mais cautelosa em relação a ativos considerados mais arriscados, como as criptomoedas.
Além disso, parte do capital pode estar migrando para outras oportunidades de crescimento acelerado, especialmente investimentos ligados à inteligência artificial.
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Embora quedas anteriores do bitcoin tenham sido seguidas por recuperações expressivas, o movimento atual pode levar investidores a reavaliar os motivos que os levaram a comprar a criptomoeda inicialmente, afirma Sotiroff.
O bitcoin costuma ser promovido como um ativo complementar aos investimentos tradicionais. Como nem sempre acompanha os movimentos de ações, títulos de renda fixa ou imóveis, a criptomoeda poderia ajudar a diversificar portfólios e potencialmente melhorar retornos em determinados cenários.
“Já ouvi o bitcoin ser chamado de diversificador. Esse parece ser o argumento mais forte”, disse Sotiroff.
Defensores também argumentam que o ativo pode preservar valor em períodos de incerteza econômica ou funcionar como proteção contra a inflação.
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O especialista, porém, demonstra ceticismo em relação a essas teses. Segundo ele, a volatilidade da criptomoeda dificulta sua classificação como reserva confiável de valor, especialmente porque já existem instrumentos específicos para proteção contra a inflação, como os títulos americanos conhecidos como TIPS.
“Você simplesmente não consegue prever para que direção ele vai”, afirmou.
Para um ativo de alto risco como o bitcoin, uma exposição entre 1% e 5% da carteira total seria uma “regra prática apropriada” para equilibrar riscos e potencial de valorização, segundo Andrew Herzog, planejador financeiro certificado e consultor do The Watchman Group.
A recomendação está alinhada à visão de diversos planejadores financeiros, embora a alocação ideal dependa do perfil de risco de cada investidor.
“Estamos falando de percentuais baixos, de apenas alguns pontos percentuais”, disse Sotiroff. “Acima disso, você começa a observar aumentos relevantes na volatilidade da carteira.”
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Seguir no GoogleMesmo após a criação dos ETFs à vista de bitcoin em 2024, que facilitaram o acesso de investidores tradicionais à criptomoeda, as fortes oscilações de preço continuam sendo uma característica central do ativo.
Para alguns investidores, esse risco faz parte da proposta.
“Uma liquidação revela quais investidores tinham um plano e quais estavam apenas seguindo o impulso do mercado”, afirmou Matt Chancey, planejador financeiro certificado da Tax Alpha Companies. “Se você comprou bitcoin apenas porque ele estava subindo, então a tese já estava errada desde o início.”
Nem todos os profissionais do mercado acreditam que o bitcoin deva fazer parte de uma carteira de investimentos.
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Segundo Robert Johnson, professor de finanças da Creighton University, a criptomoeda difere de ações, títulos ou imóveis porque não gera lucros, pagamentos de juros ou renda que permitam estimar seu valor intrínseco.
Para ele, o preço do bitcoin depende essencialmente da disposição de outros investidores em pagar mais pelo ativo. “Você não pode investir em bitcoin, apenas especular”, afirmou.
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Sotiroff concorda que o ativo é difícil de avaliar por meio das métricas financeiras tradicionais.
“A melhor analogia que já ouvi é que ele se parece mais com um item colecionável, porque vale basicamente aquilo que outras pessoas estão dispostas a pagar por ele”, disse.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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