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Na disputa pelo Fed, Waller promete defender independência do Banco Central diante de Trump

Publicado 17/12/2025 • 11:57 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Christopher Waller afirma que defenderá “absolutamente” a independência do Fed em conversa com Trump.
  • Diretor do Fed está entre os finalistas para substituir Jerome Powell em 2026.
  • Mercado monitora risco de interferência política na política monetária dos EUA.

O diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, afirmou nesta quarta-feira (17), em entrevista à CNBC, que irá enfatizar de forma inequívoca a importância da independência do banco central ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração ocorre em um momento sensível para os mercados, com a aproximação do fim do mandato do atual chairman, Jerome Powell, em maio de 2026.

Waller é um dos cinco nomes cotados para assumir a presidência do Fed e tem uma entrevista agendada com Trump ainda hoje. Questionado pelo jornalista Steve Liesman, da CNBC, se defenderia a autonomia da autoridade monetária, foi direto: “Com certeza”.

Passei 20 anos da minha vida estudando a independência dos bancos centrais e por que ela é importante”, afirmou Waller durante o Yale CEO Summit, destacando que possui um histórico acadêmico e técnico robusto sobre o tema.

Ruído político e impacto no mercado

Trump tem sido um crítico recorrente do Fed, acusando a instituição de agir lentamente na redução dos juros. O presidente já atacou publicamente Powell e chegou a cogitar sua demissão antes do fim do mandato, o que elevou preocupações entre investidores sobre a possibilidade de uma liderança mais alinhada politicamente à Casa Branca.

Esses temores ganharam força com especulações de que Trump poderia nomear um aliado mais flexível à política monetária. Waller, no entanto, minimizou o risco de interferência direta, afirmando que o presidente já expressa claramente suas opiniões sobre juros e política monetária por meio da rede social Truth Social.

Segundo ele, o canal institucional adequado de comunicação entre o Executivo e o Fed é a reunião quinzenal entre o presidente do banco central e o secretário do Tesouro, e não encontros diretos com o presidente.

Juros ainda acima do nível neutro

Do ponto de vista econômico, Waller afirmou à CNBC que vê a taxa de juros ainda 50 a 100 pontos-base acima do nível neutro, aquele que não estimula nem restringe a economia.

Ainda temos espaço para reduzir”, disse, sinalizando que o Fed pode promover novos cortes caso as condições macroeconômicas permitam. A leitura reforça a atenção do mercado à trajetória dos juros em 2025 e 2026, especialmente diante de um ambiente político mais ruidoso.

Disputa aberta pela sucessão

Além de Waller, outros nomes seguem no radar para a sucessão de Powell. O diretor do National Economic Council, Kevin Hassett, é visto como um dos favoritos, embora enfrente resistência dentro do próprio círculo de Trump. Outro nome citado é o do ex-diretor do Fed Kevin Warsh.

“I think you have Kevin and Kevin. They’re both great”, disse Trump ao Wall Street Journal na semana passada, reforçando que a disputa segue em aberto.

Para empresários e investidores, o processo sucessório no Fed tornou-se um fator-chave de risco e volatilidade, já que a credibilidade e a independência da política monetária são pilares centrais para a previsibilidade dos mercados globais.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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