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Nova York limita IA nas escolas e veta chatbots de apoio emocional
Publicado 02/09/2026 • 16:39 | Atualizado há 16 minutos
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Publicado 02/09/2026 • 16:39 | Atualizado há 16 minutos
KEY POINTS
Reprodução escritório do prefeito de Nova York
Nova York vai restringir o uso de inteligência artificial por estudantes até o 8º ano, em uma medida anunciada nesta quarta-feira (2) pelo prefeito Zohran Mamdani. A decisão busca proteger o processo de aprendizagem e a saúde mental das crianças.
A restrição terá duração inicial de um ano e atingirá cerca de 600 mil alunos da rede pública municipal. A medida será acompanhada de perto nos Estados Unidos, já que o sistema público de ensino de Nova York é o maior do país.
Estudantes do ensino médio, geralmente a partir dos 14 anos, poderão utilizar ferramentas de inteligência artificial em programas-piloto específicos. Eles também terão aulas de alfabetização em IA duas vezes por ano.
Os chamados chatbots de companhia, desenvolvidos especificamente para oferecer suporte emocional, serão proibidos em todas as etapas de ensino.
“A indústria de tecnologia quer que acreditemos que a educação infantil impulsionada por IA não é apenas inevitável, mas necessária. Nós não vemos dessa forma”, afirmou Mamdani.
Segundo o prefeito, as crianças precisam de professores e de interação humana para aprender e se desenvolver. Ele também defendeu que os estudantes desenvolvam habilidades com os colegas, estabeleçam relações com educadores e enfrentem problemas complexos por conta própria.
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Siga o Times | CNBCAs restrições não se aplicam aos professores. Eles continuarão autorizados a utilizar ferramentas de IA para atividades como planejamento de aulas e tarefas administrativas.
Durante o ano letivo de 2026-2027, uma força-tarefa formada por estudantes, professores, pais, autoridades eleitas e especialistas do setor de tecnologia avaliará os efeitos da medida. O grupo deverá publicar suas conclusões ao final do período.
A governadora de Nova York, Kathy Hochul, também apoiou a iniciativa. Segundo ela, é responsabilidade das autoridades garantir que a rápida evolução da tecnologia contribua para a educação, em vez de prejudicar o processo de aprendizagem.
A nova política modifica uma estrutura inicial publicada em março, que permitia aos estudantes utilizar inteligência artificial para pesquisa, exploração e projetos criativos. A proposta provocou críticas de pais e professores, que consideraram as regras permissivas demais.
Após as críticas, o chanceler das escolas de Nova York, Kamar Samuels, reconheceu que a comunicação sobre as regras anteriores “não atingiu o objetivo” e afirmou que as contribuições recebidas seriam avaliadas na elaboração das futuras normas.
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