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OMS inclui canetas emagrecedoras na lista de medicamentos essenciais
Publicado 07/09/2025 • 09:28 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 07/09/2025 • 09:28 | Atualizado há 4 meses
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A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou nesta semana sua Lista Modelo de Medicamentos Essenciais (EML) e incluiu pela primeira vez os análogos de GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. Esses medicamentos, indicados para diabetes tipo 2, também ajudam no controle do peso e na redução de complicações cardiovasculares e renais.
Entre os fármacos adicionados estão semaglutida (Ozempic e Wegovy), dulaglutida (Trlicity), liraglutida (Saxenda) e o agonista duplo tirzepatida (Mounjaro). Segundo a OMS, eles devem ser priorizados para pacientes com diabetes tipo 2 associado a doenças cardiovasculares, renais crônicas e obesidade (IMC ≥ 30).
“A nova edição da lista representa um passo importante para ampliar o acesso a medicamentos com benefícios comprovados e grande impacto na saúde pública”, afirmou Yukiko Nakatani, diretora-geral assistente da OMS para Sistemas de Saúde, Acesso e Dados.
A decisão da OMS reflete a maior preocupação com duas epidemias globais: mais de 800 milhões de pessoas vivem com diabetes e mais de 1 bilhão com obesidade. Ambas condições estão ligadas ao aumento de doenças cardiovasculares, insuficiência renal e mortes prematuras.
Os medicamentos GLP-1 ganharam popularidade mundial não só por seus efeitos na glicemia, mas também pela eficácia no emagrecimento e na redução de riscos de complicações graves. Ainda assim, o preço elevado limita o acesso, principalmente em países de baixa e média renda. A OMS defende ampliar a competição com genéricos e integrar o uso desses remédios na atenção primária à saúde.
Além dos medicamentos para diabetes e obesidade, a OMS adicionou novos tratamentos contra diferentes tipos de câncer. Foram incluídos imunoterápicos como pembrolizumabe, atezolizumabe e cemiplimabe, recomendados para câncer cervical, colorretal e de pulmão metastáticos. A escolha levou em conta apenas terapias capazes de prolongar a vida em pelo menos quatro a seis meses, segundo critérios da organização.
A lista também passou a abranger tratamentos para fibrose cística, psoríase, hemofilia e doenças hematológicas, reforçando o papel do guia como ferramenta global de políticas públicas em saúde.
Atualmente, a EML da OMS reúne 523 medicamentos para adultos e 374 para crianças, servindo de referência para mais de 150 países na definição de compras públicas, planos de saúde e esquemas de reembolso.
“Garantir acesso equitativo a medicamentos essenciais exige resposta integrada dos sistemas de saúde, apoiada por vontade política e programas centrados nas pessoas”, disse Deusdedit Mubangizi, diretor de Políticas e Padrões de Medicamentos da OMS.
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