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Ouro bate novos recordes e reforça papel de ativo de proteção
Publicado 23/01/2026 • 15:47 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 23/01/2026 • 15:47 | Atualizado há 2 horas
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Ouro
Chame isso de uma era de ouro para o ouro.
Depois de uma alta histórica de 60% em 2025, o metal brilhante continua atingindo novos recordes neste ano, com os preços atualmente ultrapassando US$ 4.900 por onça (aproximadamente R$ 25.921).
O que é bom para o ouro nem sempre é ótimo para outras partes do mercado. O metal precioso há muito tempo é considerado um ativo de “porto seguro”, o que significa que os investidores tendem a fugir de outros ativos e correr para o ouro em meio a turbulências econômicas ou geopolíticas.
Os investidores podem escolher entre vários conflitos que alimentam a incerteza do mercado e elevam os preços do ouro, desde a investigação federal sobre o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, até a operação militar dos EUA na Venezuela e as recentes ameaças econômicas relacionadas ao esforço dos EUA para controlar a Groenlândia, disse recentemente à CNBC Nicky Shiels, chefe de estratégia de metais da empresa de commodities MKS PAMP.
“Você está entrando em um mundo em que… há uma forte demanda para garantir metais críticos e commodities críticas nesta década”, afirmou ela.
De modo geral, os investidores podem manter ouro de duas formas: fisicamente, na forma de moedas ou barras, ou por meio de um fundo negociado em bolsa (ETF) ou fundo mútuo que acompanha as flutuações do preço do metal. Qual abordagem é a certa para você depende do motivo pelo qual você mantém ouro, diz Mike Casey, planejador financeiro certificado da AE Advisors, em Alexandria, Virgínia.
“Eu reservaria o ouro físico para no máximo 5% a 10% de um portfólio diversificado se você tolera risco, valoriza soberania ou prevê instabilidade prolongada”, diz ele. “Caso contrário, fique com o ouro em papel.”
Também é prudente consultar um profissional financeiro de confiança antes de fazer qualquer mudança em seu portfólio.
Muitos investidores preferem o ouro em períodos de instabilidade, já que ele é considerado uma forma de moeda há milênios.
Se algo der muito errado com o sistema financeiro, como uma desvalorização em larga escala do dólar americano, possuir alguns metais preciosos pode ser útil, diz John Bell, CFP da Free State Financial Planning, em Highland, Maryland. Ele acrescenta que normalmente aconselha clientes interessados em ouro a possuir uma combinação de ouro físico e “em papel”.
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“Embora eu não seja uma pessoa apocalíptica que acha que o fim do mundo está próximo, gosto do fato de que ouro e prata estão fora do amplo sistema bancário e de serviços financeiros”, diz Bell. “Por exemplo, você pode acessá-los a qualquer momento se forem físicos e levá-los a um revendedor local para obter dinheiro.”
O ouro também traz outras vantagens em tempos difíceis, acrescenta Casey.
“Ele elimina o risco de contraparte”, diz ele, o que significa que você não precisa depender de uma gestora de fundos ou corretora para receber seu dinheiro. “[Também] oferece propriedade tangível e pode servir como um escudo de privacidade em tempos incertos, pense em planejamento sucessório ou mobilidade internacional.”
No entanto, há algumas desvantagens em manter ouro dessa forma.
Em geral, você terá que pagar um prêmio acima do preço “à vista” do ouro (o preço que os ETFs acompanham) para possuir o metal físico, muitas vezes uma margem de 5% a 10%, segundo Casey, além de pagar mais para armazená-lo em algum lugar, a menos que você se sinta confortável em guardá-lo debaixo do colchão.
Além disso, em circunstâncias normais, é muito mais difícil vender seu ouro físico por dinheiro do que simplesmente clicar em “vender” sua posição em um ETF de ouro na sua conta de corretora.
Mesmo que você não tenha grandes preocupações com geopolítica ou com a economia, ainda há um argumento a favor de ter alguma exposição ao ouro, diz Casey.
“O apelo do ouro está em seu papel como diversificador de portfólio”, afirma ele. “Historicamente, ele não é correlacionado com ações e títulos, oferecendo estabilidade durante períodos de volatilidade do mercado ou desvalorização cambial.”
Em outras palavras, os fatores que impulsionam os preços do ouro são diferentes daqueles que impulsionam os retornos de ações e títulos, como lucros corporativos e taxas de juros. E, como destaca Casey, o ouro manteve ou aumentou seu valor durante alguns períodos de turbulência do mercado.
Em 2002, por exemplo, quando o S&P 500 caiu mais de 22%, o ouro subiu quase 25%. O ouro também registrou uma alta de quase 6% em 2008, um ano em que o mercado acionário amplo caiu 37%.
Claro, o ouro não se move na direção oposta ao mercado de ações o tempo todo, 2025 foi um ótimo ano para o ouro e também um bom ano para as ações. Mas possuir uma combinação de ativos que se comportam de forma diferente sob condições distintas reduz a volatilidade geral do portfólio e, em geral, proporciona uma trajetória mais suave, segundo especialistas.
Para adicionar ouro “em papel” ao seu portfólio, considere comprar um fundo mútuo ou ETF que acompanhe a variação do preço do metal. Esses fundos geralmente são lastreados por um estoque físico de metais preciosos e fazem um trabalho preciso ao acompanhar o preço à vista.
O motivo pelo qual especialistas em investimentos recomendam manter o ouro como uma pequena parcela de um portfólio diversificado é que, ao contrário de outros ativos, como ações e títulos, o ouro não gera lucros nem fluxo de caixa.
“Ele simplesmente fica parado, inalterado e improdutivo, com seu valor dependente do que o próximo comprador estiver disposto a pagar”, diz Alex Canellopoulos, CFP da Vista Capital Partners, em Portland, Oregon.
“Isso não significa que os investidores nunca se beneficiem da alta dos preços do ouro”, afirma ele. Mas ele e outros especialistas alertam contra torná-lo um componente principal do portfólio.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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