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Países do G7 vão liberar estoques de diesel enquanto guerras na Europa e no Oriente Médio restringem oferta de combustível
Publicado 02/10/2026 • 14:11 | Atualizado há 55 minutos
Países do G7 vão liberar estoques de diesel enquanto guerras na Europa e no Oriente Médio restringem oferta de combustível
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Publicado 02/10/2026 • 14:11 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
ClickerHappy / Pexels (CC0)
Países do G7 anunciaram a liberação de 100 milhões de barris de reservas para tentar conter a alta dos preços e aliviar a pressão sobre a oferta global.
Os países do G7 concordaram nesta sexta-feira em liberar 100 milhões de barris de reservas para enfrentar a disparada dos preços do diesel, depois que o governo Trump pressionou a Europa a colocar parte de seus estoques no mercado.
Os líderes do G7 afirmaram que a liberação começará imediatamente e continuará ao longo de quatro meses, com uma “liberação substancial de diesel concentrada nos primeiros 20 dias”, coordenada pela Agência Internacional de Energia.
“Nos reuniremos no âmbito da AIE nos próximos dias para discutir a possibilidade de novas liberações de diesel, se necessário”, disseram os líderes do G7 em um comunicado conjunto.
Os preços do diesel nos Estados Unidos atingiram máximas recordes em setembro e permaneciam elevados nesta sexta-feira, a uma média de US$ 6,37 por galão, segundo a AAA.
O G7 é formado por França, Canadá, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. A França ocupa atualmente a presidência do grupo. A União Europeia também participa das reuniões.
Momentos antes do anúncio do G7, o presidente Donald Trump afirmou que a Europa havia “concordado em liberar uma enorme quantidade de seus amplos estoques de diesel”.
O mundo enfrenta uma crise de oferta de combustíveis devido aos ataques da Ucrânia contra refinarias russas e às interrupções no Oriente Médio provocadas pela guerra com o Irã.
O governo Trump vinha pressionando a Europa a liberar estoques de diesel como alternativa à imposição de uma proibição das exportações pelos Estados Unidos.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou na quinta-feira que os parceiros americanos na Europa “deveriam acelerar a entrega dos compromissos já assumidos e disponibilizar imediatamente volumes adicionais para enfrentar as atuais interrupções”.
Os líderes do G7 concordaram nesta sexta-feira em “evitar restrições às exportações de energia e produtos energéticos entre os países do G7 e pedir a todos os produtores que se abstenham de impor proibições que possam agravar as tensões no mercado”, segundo o comunicado conjunto.
Trump enfrenta crescente pressão política de parlamentares republicanos para conter a disparada dos preços dos combustíveis antes das eleições legislativas de novembro.
Na semana passada, o presidente afirmou que considerava impor uma proibição às exportações, uma medida à qual a indústria de petróleo e a comunidade empresarial dos Estados Unidos se opõem firmemente.
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Siga o Times | CNBCTrump posteriormente pareceu se afastar da ideia de proibir as exportações devido ao possível impacto sobre os preços da gasolina.
A possibilidade de o maior exportador de diesel do mundo adotar uma proibição total gerou preocupação do outro lado do Atlântico.
Os Estados Unidos responderam por cerca de metade das importações de diesel da União Europeia em agosto, segundo a Agência Internacional de Energia, ressaltando a exposição do bloco de 27 países a uma eventual proibição americana.
O comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, afirmou ter discutido a oferta de diesel e a disparada dos preços com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
“Temos todo o interesse em trabalhar juntos para reduzir os preços, seja do diesel ou também de outros produtos derivados de petróleo e gás”, disse Sefcovic a jornalistas em Milwaukee, durante a reunião de ministros de Comércio do G20, segundo a Reuters.
Ele acrescentou que qualquer medida dos Estados Unidos para restringir as exportações de diesel seria inesperada e teria impacto negativo sobre as perspectivas econômicas da Europa.
Estrategistas de energia do Macquarie Group afirmaram na quinta-feira que “a questão central que os Estados Unidos enfrentam não é um problema de diesel”, mas um “problema global de energia”.
“Então, qual é a solução? Em resumo, mais petróleo passando pelo Estreito de Ormuz e saindo do Oriente Médio. Qualquer coisa além disso é, na prática, apenas reorganizar as cadeiras no convés”, disse Walt Chancellor, do Macquarie Group, em nota de pesquisa.
As exportações de petróleo bruto do Golfo Pérsico estão em níveis próximos ou equivalentes aos registrados antes da guerra, dependendo do dia, embora os volumes sejam voláteis. Já os embarques de combustíveis da região continuam muito abaixo do normal.
O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o comércio global de petróleo e teve o tráfego marítimo fortemente reduzido após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro. Nesta semana, porém, as exportações diárias voltaram aos níveis anteriores à guerra.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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