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CNBCAções de IA caem após CEOs se unirem em defesa de desaceleração no desenvolvimento da tecnologia

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Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio e pressiona mercados globais

Publicado 14/09/2026 • 08:30 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • Petróleo sobe cerca de 3% após novos riscos ao fornecimento no Oriente Médio.
  • Mercado aumenta apostas em nova alta de juros pelo Federal Reserve.
  • Ações de tecnologia recuam com juros elevados e novos alertas sobre inteligência artificial.

Os preços do petróleo avançaram nesta segunda-feira diante do aumento das preocupações com o fornecimento no Oriente Médio. A interrupção de um importante oleoduto pela Arábia Saudita, em meio ao agravamento dos conflitos na região, reforçou temores de novas pressões inflacionárias e elevou a expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos.

Os contratos de referência do petróleo já operavam acima de US$ 100 por barril e registraram alta próxima de 3%. O Brent chegou a US$ 107,71, enquanto o WTI alcançou US$ 102,90.

A valorização da commodity também teve reflexos no mercado norte-americano de combustíveis. O preço médio do diesel nos Estados Unidos atingiu US$ 6,23 por galão, novo recorde, ampliando as preocupações com o custo de vida no país.

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Ataques aumentam temor sobre o abastecimento

A tensão no mercado de energia cresceu após a Arábia Saudita interromper as operações do oleoduto Leste-Oeste depois de ataques com drones atribuídos aos houthis, grupo do Iêmen. Um navio mercante também foi atingido no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Os houthis também vêm ampliando sua presença na região do estreito de Bab Al-Mandab, passagem estratégica para embarcações que transitam entre Europa e Ásia.

Com parte importante do comércio global de energia dependente dessas rotas, qualquer redução na capacidade de transporte pode limitar a oferta e provocar novas altas nos preços internacionais.

Inflação aumenta pressão sobre o Federal Reserve

O avanço do petróleo ocorre em um momento em que a inflação dos Estados Unidos permanece acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano.

O mercado passou a considerar altamente provável uma nova elevação dos juros na reunião de política monetária marcada para quarta-feira. Segundo estimativas citadas por analistas, a probabilidade de aumento chegou a 92%, com expectativa de aperto adicional até o fim do ano.

Juros mais altos são usados para tentar conter a inflação, mas também aumentam o custo do crédito e podem reduzir o ritmo da atividade econômica.

O movimento acompanha uma tendência observada em outras grandes economias. O Banco Central Europeu também elevou as taxas de juros recentemente, reforçando o cenário de políticas monetárias mais restritivas.

Alertas sobre inteligência artificial pesam sobre setor de tecnologia

Além das preocupações com inflação e juros, o mercado de tecnologia foi afetado por novos alertas sobre os riscos associados ao avanço da inteligência artificial.

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Executivos do setor têm defendido maior cautela no desenvolvimento de sistemas mais avançados. Entre eles está Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, que voltou a pedir uma redução no ritmo de desenvolvimento da tecnologia diante de possíveis riscos de longo prazo.

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A combinação entre dúvidas sobre os investimentos em inteligência artificial e a perspectiva de juros mais altos atingiu especialmente empresas de tecnologia, que costumam depender de financiamento para sustentar projetos de grande escala.

No Japão, as ações da SoftBank caíram mais de 10%, enquanto a fabricante de chips Kioxia perdeu mais de 6%. Também houve quedas nos papéis das sul-coreanas SK hynix e Samsung e da taiwanesa TSMC.

Bolsas têm desempenho misto

Os principais mercados acionários apresentaram resultados divergentes. Na Europa, Paris e Frankfurt operaram em queda, enquanto a Bolsa de Londres avançou 0,7%.

O desempenho britânico foi favorecido por empresas do setor de petróleo, como Shell e BP, beneficiadas pela valorização da commodity. O mercado londrino também tem menor participação relativa de companhias de tecnologia em comparação com outras bolsas.

Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, encerrou o dia com queda de 0,8%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,5%, enquanto a Bolsa de Xangai recuou 0,1%.

Leia também: Petróleo sobe 6% e Brent passa de US$ 107 com tensão nos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandeb

Dólar se fortalece

A expectativa de juros mais altos nos Estados Unidos também deu sustentação ao dólar. A moeda norte-americana avançou diante do iene e ganhou valor em relação ao euro e à libra.

Por volta das 10h15 GMT, o dólar era negociado a 154,66 ienes, acima dos 153,71 registrados na sexta-feira. O euro recuava para US$ 1,1542, enquanto a libra era cotada a US$ 1,3481.

O comportamento dos mercados reflete, assim, a combinação de três fatores principais: o risco de interrupções no fornecimento de petróleo, a persistência da inflação e as incertezas sobre os investimentos e a expansão da inteligência artificial.

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