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Petróleo sobe 6% e Brent passa de US$ 107 com tensão em Ormuz e Bab al-Mandeb

Publicado 10/09/2026 • 16:51 | Atualizado há 32 minutos

KEY POINTS

  • WTI voltou a superar US$ 100 pela primeira vez em três meses, acompanhando a alta do Brent.
  • Avanço dos houthis em área próxima ao Bab al-Mandeb amplia as preocupações sobre rotas estratégicas de transporte.
  • Menor capacidade global de refino adiciona pressão ao mercado em meio às interrupções provocadas pelo conflito.

Foto: AFP

O petróleo disparou cerca de 6% nesta quinta-feira (10), com o Brent superando US$ 107 por barril, diante dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Investidores aumentaram as apostas em uma guerra prolongada entre Estados Unidos e Irã, enquanto os ataques elevam os riscos para a oferta e o transporte da commodity nos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandeb.

Na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o petróleo Brent para novembro fechou em alta de 6,34%, ou US$ 6,42, a US$ 107,63 por barril.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para outubro avançou 6,7%, ou US$ 6,43, a US$ 102,48 por barril.

O WTI também voltou a superar a marca de US$ 100, atingindo o maior nível em três meses. A alta ocorre em meio ao aumento das preocupações sobre o fluxo de petróleo em rotas estratégicas do Oriente Médio.

No Iêmen, militantes houthis tomaram nesta quinta-feira a cidade portuária de Mokha, na costa oeste do país, ampliando o controle sobre uma área próxima ao estreito de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho. A passagem é uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e funciona como alternativa ao Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico.

No Irã, o país retomou a produção de mísseis balísticos utilizando componentes armazenados e instalações subterrâneas, segundo informações do Wall Street Journal. Autoridades árabes e israelenses também alertaram para a possibilidade de prolongamento do conflito.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou nesta quinta-feira que a entidade está perdendo conhecimento sobre o programa nuclear iraniano.

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Na quarta-feira (9), o Wall Street Journal informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia sido alertado por conselheiros de que a guerra contra o Irã poderia durar até 2029. A avaliação contrasta com declarações recentes do presidente de que o conflito poderia terminar logo após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, previstas para novembro.

Para Phil Flynn, do Price Futures Group, outro ponto de pressão está na capacidade global de refino.

“Essa escassez foi exposta pelos ataques ucranianos a plantas russas e pelas interrupções através de Ormuz”, explica.

A combinação entre interrupções no transporte e restrições na capacidade de refino aumenta o risco de pressão sobre os derivados de petróleo, especialmente em mercados com estoques mais ajustados.

No radar dos investidores, os estoques de petróleo nos Estados Unidos registraram uma queda menor do que a esperada na semana passada.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), por sua vez, reduziu em 200 mil barris por dia (bpd) sua previsão de crescimento da demanda global por petróleo em 2026. A entidade agora estima expansão de 400 mil bpd.

Para 2027, porém, a Opep elevou sua projeção de crescimento da demanda.

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