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Preços do petróleo caem com força após altas semanais de dois dígitos acima de US$ 100
Publicado 11/09/2026 • 11:00 | Atualizado há 30 minutos
Preços do petróleo caem com força após altas semanais de dois dígitos acima de US$ 100
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Publicado 11/09/2026 • 11:00 | Atualizado há 30 minutos
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Wikimedia Commons
Os preços do petróleo recuaram, mas ainda caminhavam para uma alta semanal de quase 10%, após superarem US$ 100 por barril.
Os preços do petróleo recuaram nesta sexta-feira, mas ainda caminhavam para uma alta semanal de quase 10%, após superarem US$ 100 por barril pela primeira vez em meses.
Às 6h27 (horário de Brasília), os contratos futuros do Brent, referência global, com vencimento mais próximo, recuavam 3,58%, para US$ 103,78 por barril. Os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caíam 2,17%, para US$ 99,23 por barril. Na quinta-feira, o Brent chegou a cerca de US$ 108 por barril, enquanto o WTI ultrapassou US$ 104.
Os contratos futuros do Brent caminhavam para uma alta semanal de 8,4% e deveriam encerrar a semana acima da marca importante de US$ 100 pela primeira vez desde meados de maio. A alta acumulada do WTI na semana estava em 9,2%.
A queda desta sexta-feira interrompeu cinco sessões consecutivas de ganhos do Brent e uma sequência de oito dias de alta do WTI.
Os mercados estão se preparando para uma guerra prolongada no Irã, reagindo à escalada do conflito no Oriente Médio e a uma reportagem do Wall Street Journal segundo a qual os principais assessores da Casa Branca discutiram com o presidente Donald Trump a possibilidade de que o conflito se estenda para além de seu atual mandato.
Trump afirmou que o conflito terminará após as eleições de meio de mandato nos EUA e que os preços do petróleo e do gás também cairão após a votação decisiva de novembro.
Leia também: Petróleo sobe 6% e Brent passa de US$ 107 com tensão nos estreitos de Ormuz e Bab al-Mandeb
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Siga o Times | CNBC“Mais uma vez, são os temores geopolíticos que estão impulsionando tudo”, disse Jim Reid, do Deutsche Bank, em uma nota divulgada na manhã de sexta-feira. “Em relação às últimas notícias do Oriente Médio, ontem houve uma preocupação crescente com a segurança do transporte marítimo no Mar Vermelho e com os possíveis efeitos indiretos sobre as exportações de petróleo da Arábia Saudita, depois que os rebeldes houthis capturaram a cidade portuária de Mokha, no Iêmen, localizada próxima ao estreito de Bab el-Mandeb, no extremo sul do Mar Vermelho. O clima também não foi favorecido pela notícia de que a produção de petróleo da Arábia Saudita caiu para o nível mais baixo desde 1990.”
Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates, disse à CNBC que a questão para os investidores era saber se o atual déficit de oferta é estrutural ou temporário.
“Embora novos picos não possam ser descartados e revisitar o pico de abril, de US$ 126, continue sendo uma possibilidade à medida que os estoques globais e regionais de petróleo continuam diminuindo, é preciso observar que, quanto mais os preços do petróleo sobem, mais a demanda será destruída”, afirmou. “A diferença entre a crise atual e aquela vivida em 1990, durante a primeira Guerra do Golfo, é que hoje o petróleo é mais elástico do que era há 35 anos.”
Leia também: Petróleo: estoques dos EUA caem 391 mil barris, abaixo da previsão
Varga afirmou que a energia renovável é “mais do que capaz” de substituir “determinadas partes dos derivados do petróleo”, especialmente na geração de eletricidade.
“Parece ser apenas uma questão de tempo até que a diferença entre a oferta e a demanda global de petróleo diminua, seja pelo aumento da oferta em caso de uma trégua, seja pela queda da demanda devido ao uso disseminado de fontes alternativas de energia”, acrescentou. “Enquanto isso, é muito possível que os preços do petróleo continuem subindo, mas seria surpreendente vê-los permanecer nesse nível além de 2026.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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