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Petróleo

Petrobras aumenta em 55% preço do Querosene de Aviação (QAV)

Publicado 01/04/2026 • 11:20 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Petrobras eleva preço do querosene de aviação em 55% a partir de abril, pressionada pela alta do petróleo com a guerra no Oriente Médio.
  • Reajuste do QAV agrava situação de Gol e Azul, que ainda atravessam processos de reestruturação de dívidas no Brasil.
  • Azul já aumentou tarifas médias em mais de 20% em três semanas e vai reduzir capacidade doméstica em 1% no segundo trimestre.

A Petrobras elevou o preço do querosene de aviação (QAV) em cerca de 55% a partir desta terça-feira (1°), como consequência da alta do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O reajuste aumenta a pressão sobre o setor aéreo brasileiro em um momento delicado: Gol e Azul, duas das maiores companhias do país, ainda atravessam processos de reestruturação de dívidas.

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O custo com combustíveis (QAV, Gasolina de Aviação, SAF) responde por mais de 30% dos custos operacionais das aéreas no Brasil, onde a Petrobras é a maior produtora de petróleo e responsável pela maior parte da atividade de refino. A petroleira ajusta os preços do combustível mensalmente, com base nos preços globais do petróleo e nas taxas de câmbio.

O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC procurou a Petrobras e a Agência Nacional de Petróleo (ANP), mas ainda não recebeu retorno dos pedidos de comentários.

🔍 Os combustíveis da aviação brasileira

A aviação brasileira opera com três tipos de combustível, cada um destinado a um segmento diferente da frota.

O querosene de aviação (QAV), comercializado sob o padrão internacional JET A-1, abastece toda a aviação comercial do país – jatos, turboélices e turbofans das companhias aéreas. É o combustível que representa mais de 30% dos custos operacionais das aéreas e o afetado pelo reajuste de 55% anunciado pela Petrobras.

A gasolina de aviação (AVGAS), identificada pela coloração azul e comercializada no tipo GAV-100 LL (baixo teor de chumbo), é o combustível dos aviões de pequeno porte com motor a pistão. Move mais de 11.000 aeronaves no Brasil, entre aviação agrícola, instrução de pilotos, táxi aéreo e ligações com comunidades remotas. Tem tabela de preços própria e não é afetada pelo reajuste do QAV.

O combustível sustentável de aviação (SAF), alternativa de baixo carbono produzida a partir de fontes renováveis como óleos vegetais e resíduos agrícolas, ainda não existe em escala comercial no Brasil. Em dezembro do ano passado, a Petrobras fez suas primeiras entregas de SAF no Galeão – volume equivalente a apenas um dia de consumo nos aeroportos do Rio de Janeiro. A obrigação legal de uso começa em 2027, com meta inicial de 1% de redução de emissões, avançando até 10% em 2037.

Por enquanto, qualquer choque no preço do QAV afeta a totalidade da frota comercial – sem alternativa disponível em escala para amortecer o impacto.

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