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Protestos na França derrubam bolsas europeias; bancos lideram perdas
Publicado 19/10/2026 • 14:53 | Atualizado há 1 hora
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Protestos na França ampliam temor de crise da dívida e derrubam ações, títulos de dívida e euro nesta segunda
Publicado 19/10/2026 • 14:53 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O agravamento das tensões sociais na França e a pressão sobre as contas públicas do país levaram os investidores a reduzir a exposição às bolsas europeias nesta segunda-feira (19). A venda de ações bancárias pesou sobre os índices, que terminaram o pregão em queda generalizada, em meio à atenção aos balanços corporativos, ao petróleo e às incertezas geopolíticas.
Madri registrou a maior baixa, com o Ibex 35 recuando 1,89%, aos 18.961,00 pontos. Em Milão, o FTSE MIB perdeu 1,55%, aos 49.086,27 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, cedeu 1,24%, aos 25.303,68 pontos.
O CAC 40, de Paris, caiu 1,11%, aos 7.868,05 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,08%, aos 10.764,69 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, teve queda de 0,78%, aos 9.394,18 pontos. As cotações são preliminares.
Leia também: Bolsas europeias recuam com crise na França, riscos fiscais e expectativa por resultados
Os protestos violentos impulsionaram os juros dos títulos franceses de dez anos, aumentando a preocupação com a situação fiscal. Para a Capital Economics, as contas públicas da França tendem a piorar antes de melhorar, mas o risco de contágio é limitado pela baixa exposição dos bancos à dívida soberana e pela capacidade de intervenção do Banco Central Europeu (BCE).
O subíndice de bancos do Stoxx 600 caiu 2,4%. Na bolsa de Paris, Société Générale perdeu 3,8%, BNP Paribas recuou 3,1% e Crédit Agricole cedeu 3,1%, acompanhando a pressão sobre os títulos públicos.
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Siga o Times | CNBCO movimento também atingiu as instituições italianas: BPER Banca caiu 2,7%, UniCredit perdeu 2,6% e Mediobanca recuou 2,2%. Milão também foi palco de protestos, ampliando a cautela dos investidores.
Leia também: Bolsas europeias recuam com pressão sobre bancos e títulos públicos
Entre as empresas francesas, Carrefour caiu 2,3% depois de informar que 50 lojas foram saqueadas durante as manifestações. A rede anunciou ainda a aquisição da Codifrance por 152 milhões de euros (R$ 863,4 milhões). Accor perdeu 3,3% e Klépierre recuou 2,2%.
Na Alemanha, Rheinmetall cedeu 3,6% e Continental recuou 2,6%. A Merck caiu 0,6% após a compra da Silence. Em Londres, 3i Group perdeu 2,9% e InterContinental Hotels Group teve baixa de 1,5%, enquanto a BP avançou 0,1%, acompanhando ganhos anteriores do petróleo.
As fabricantes de semicondutores destoaram do movimento negativo. Na Holanda, BE Semiconductor subiu 3,3% e ASML avançou 1,3%, em sintonia com a recuperação das ações de tecnologia nos Estados Unidos.
Leia também: Bolsas da Europa avançam com recuperação da tecnologia e petróleo em queda
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