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“Realeza não serviu como escudo”, diz especialista sobre prisão de ex-príncipe Andrew

Publicado 19/02/2026 • 20:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Especialista avalia que a prisão de Andrew mostra que a realeza não serviu como proteção institucional e representa um momento delicado para a monarquia britânica.
  • Caso pode reabrir questionamentos sobre decisões do passado e afetar a imagem do rei Charles III.
  • Desdobramentos do escândalo Epstein podem pressionar investigações no Reino Unido e nos Estados Unidos, ampliando o impacto político internacional.

A prisão do ex-príncipe Andrew demonstra que a posição na realeza não foi suficiente para protegê-lo das consequências legais, avalia o professor de Direito e Relações Internacionais Marcos Vinícius de Freitas. Para ele, o episódio representa um marco institucional delicado para a monarquia britânica.

“A realeza não serviu como escudo”, afirmou em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC nesta quinta-feira (19).

Segundo ele, embora as acusações não estejam diretamente relacionadas a crimes sexuais, o impacto simbólico é profundo. Andrew ocupou, no passado, a função de representante comercial do país, o que lhe atribuía acesso a dados estratégicos do governo.

“O escândalo tem muito a ver com o uso de informação privilegiada que ele teria compartilhado”, explicou.

Leia também: Rei Charles quebra silêncio após prisão do príncipe Andrew e fala em ‘profunda preocupação’

Abalo na imagem da monarquia

Andrew era considerado um dos filhos favoritos da rainha Elizabeth II, o que torna o episódio ainda mais sensível para a família real. Para Freitas, a crise atinge diretamente a imagem do rei Charles III.

“O governo britânico e a família real não tinham alternativa. Para preservar a instituição, foi necessário deixar claro que Andrew é um cidadão comum e deve arcar com as consequências legais”, disse.

O rei declarou que a Justiça deve seguir seu curso, mas, segundo o professor, isso não elimina os riscos à reputação da monarquia.

“O problema agora é o quanto se vai remexer no passado”, avaliou. Segundo ele, qualquer revelação adicional pode gerar questionamentos sobre decisões anteriores envolvendo a permanência de Andrew em funções oficiais.

Pressão internacional

Freitas também aponta que o caso pode ter desdobramentos além do Reino Unido. A proximidade de Andrew com Epstein reacende pressões sobre autoridades e figuras públicas que tiveram contato com o financista.

“Isso pode forçar inclusive a Justiça norte-americana a tomar decisões mais duras em relação a pessoas envolvidas no caso”, afirmou.

Ele cita que o escândalo envolve nomes de diferentes espectros políticos e econômicos, o que amplia o alcance das possíveis repercussões.

Leia também: Polícia britânica afirma que ex-príncipe Andrew foi “libertado sob investigação”

O episódio também cria um ambiente delicado para o governo britânico. Segundo o professor, a reação das autoridades precisa ser firme para preservar a credibilidade institucional do país.

“Os britânicos precisam agir com rigor para consolidar a imagem de uma democracia que leva seu sistema judicial a sério”, disse.

Para ele, a condução do caso será determinante não apenas para a família real, mas para a percepção internacional do Reino Unido.

“Este é um momento difícil. A preservação da monarquia depende de que se mostre que ninguém está acima da lei.”

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Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

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