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Fernanda Rocha: Recorde do ouro redefine tese de proteção global na carteira
Publicado 26/01/2026 • 18:53 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/01/2026 • 18:53 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Nesta segunda-feira (26), o mercado financeiro global viu o ouro cravar uma nova máxima histórica, atingindo o patamar de US$ 5.100. A comentarista do Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Fernanda Rocha, explicou que esse movimento coloca o metal novamente no centro do radar como o principal ativo de proteção contra incertezas geopolíticas, riscos fiscais e a volatilidade dos juros norte-americanos.
A alta não é um evento isolado, mas sim o ápice de uma tendência que vem se desenhando de forma consistente. Segundo a assessora da Monte Bravo, o investidor está buscando segurança fora do jogo político tradicional, especialmente diante das expectativas de queda nas taxas de juros dos Estados Unidos. “O ouro começou a subir antes, então ele já está numa trajetória longa. A alta começou lá em 2022 e se acentuou muito nos últimos anos”, destacou a especialista.
A prata também acompanhou esse rastro de valorização, atingindo a marca de US$ 107,20 com uma alta diária superior a 5%. Esse fenômeno gerou uma paridade recorde entre os dois metais, despertando o interesse por novos produtos financeiros. Fernanda pontuou que a necessidade de alocação fez com que os ETFs de commodities ganhassem uma adesão massiva entre os investidores que buscam diversificar suas teses.
Um ponto fundamental discutido na análise é a exigência de lastro físico para esses fundos de índice. Diferente de outros ativos puramente digitais, para criar um ETF de prata ou ouro, a instituição financeira precisa reservar o metal físico em cofres de alta segurança. Fernanda lembrou que, mesmo com o avanço tecnológico, o mercado ainda depende de estruturas físicas monumentais para garantir a validade dos ativos negociados.
Como exemplo dessa demanda por segurança física, a comentarista citou o prédio The Reserve, em Singapura. Trata-se de uma fortaleza construída com materiais ultra seguros e vigilância ininterrupta, onde a procura por cofres aumentou 88% entre janeiro e junho. “Para ele se tornar um lastro de algo, ele precisa realmente estar ali fisicamente, sendo guardado num cofre de alta segurança. É a desvalorização do dinheiro frente a um ativo que não se desvaloriza”, afirmou Rocha.
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A história econômica ajuda a explicar por que o ouro mantém esse status de reserva de valor inquestionável. No passado, o acordo de Bretton Woods previa que cada onça troy custasse exatamente 35 dólares. No entanto, em 1971, o presidente Richard Nixon rompeu essa paridade, permitindo que o dólar fosse impresso sem a necessidade de uma reserva correspondente em metal, o que alterou a dinâmica do sistema financeiro.
Diferente das moedas nacionais, que podem ser emitidas pelos bancos centrais em momentos de crise, o ouro é um recurso finito com capacidade de extração limitada pela natureza. Essa escassez inerente é o que sustenta sua valorização em momentos de grande gastança governamental. Para a comentarista, o valor atual é o reflexo de décadas de expansão monetária e da busca por ativos que não percam o poder de compra.
Apesar do otimismo com as novas máximas, Fernanda recomenda cautela para quem deseja entrar no mercado neste estágio. Ela sugere que o investidor utilize estratégias de proteção para os próprios ganhos, o que ela classifica como o seguro do seguro. Isso envolve o uso de derivativos para limitar perdas, garantindo que o patrimônio acumulado não seja corroído caso ocorra uma correção inesperada de preços.
As opções de proteção apresentadas incluem a compra de “puts” ou a montagem de “call spreads”, que permitem ao investidor navegar em um canal de alta com custo reduzido. “No mercado financeiro não existe almoço grátis, mas é uma forma de se proteger. Recomendamos essa proteção parcial para garantir o ganho expressivo que tivemos recentemente na bolsa e nas commodities”, concluiu a especialista.
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