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Starship entra em órbita e abre nova fase de testes da SpaceX

Publicado 28/09/2026 • 13:57 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Starship atingiu a órbita pela primeira vez no 14º voo de teste, cerca de 26 minutos após decolar do Texas.
  • A nave entrou em uma órbita de aproximadamente 275 quilômetros de altitude e iniciou a liberação de 26 satélites de nova geração da Starlink.
  • Teste terminou sete horas antes do previsto. Projeção inicial era de que missão teria duração de 10 horas.

A SpaceX colocou a Starship em órbita pela primeira vez nesta segunda-feira, durante o 14º voo de teste do maior foguete já desenvolvido pela empresa. O resultado representa uma nova etapa no programa espacial da companhia, que pretende utilizar o veículo em missões à Lua, no lançamento de cargas e, no futuro, em viagens a Marte.

Com mais de 120 metros de altura, o conjunto formado pela nave Starship e pelo propulsor Super Heavy decolou do Texas. Após a separação entre os dois estágios, a parte superior do foguete continuou a trajetória e atingiu a órbita cerca de 26 minutos depois do lançamento.

Mudança de trajetória durante o voo

Por razões de segurança, a missão havia começado com uma trajetória suborbital, semelhante à utilizada nos testes anteriores. Durante a operação, no entanto, a equipe decidiu realizar uma segunda ignição dos motores da Starship para inseri-la em órbita.

A manobra aumentou o grau de complexidade do teste. Para permanecer ao redor da Terra, a nave precisava atingir aproximadamente 28 mil quilômetros por hora e chegar a uma órbita circular situada a cerca de 275 quilômetros de altitude.

Após a confirmação da entrada em órbita, a Starship iniciou outra etapa prevista para o voo: o lançamento de 26 satélites de nova geração da rede Starlink.

Leia também: SpaceX sinaliza avanço do Starship e mira realizar teste orbital em setembro

Retorno ao Pacífico ocorre antes do previsto

A Starship encerrou o voo com uma queda controlada no Oceano Pacífico, após alcançar a órbita terrestre pela primeira vez, segundo a transmissão ao vivo da SpaceX.

A missão havia sido planejada para durar cerca de dez horas, mas o foguete retornou à Terra aproximadamente três horas após o lançamento, sete horas antes do previsto. Antes da reentrada, o veículo liberou satélites operacionais da rede Starlink em órbita.

Programa acumula testes e mudanças desde 2023

A SpaceX começou a testar a Starship em sua configuração completa em 2023. Desde então, o foguete passou por sucessivas alterações de projeto após resultados positivos e falhas registradas durante os voos experimentais.

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Testes anteriores foram realizados principalmente em trajetórias suborbitais e alguns terminaram com a destruição do veículo durante ou após o lançamento. Em determinadas ocasiões, destroços chegaram a cair sobre áreas do Caribe.

A estratégia da empresa tem sido avançar no desenvolvimento por meio de lançamentos frequentes, utilizando as informações obtidas em cada missão para ajustar componentes, sistemas de controle e procedimentos operacionais.

Reutilização ainda é um dos principais desafios

Apesar da entrada em órbita, a Starship ainda enfrenta etapas consideradas essenciais antes de poder operar comercialmente de forma regular.

Um dos objetivos da SpaceX é tornar o sistema totalmente reutilizável. Para isso, a empresa precisa demonstrar que tanto a nave quanto o propulsor podem retornar de forma controlada e ser preparados novamente para novos lançamentos.

Outra etapa prevista para os próximos testes é o reabastecimento em órbita. A capacidade de transferir combustível entre veículos no espaço é considerada necessária para missões de longa duração, especialmente aquelas destinadas à Lua ou a Marte.

Starship integra planos para Lua, Marte e serviços em órbita

A SpaceX pretende utilizar a Starship em diferentes tipos de missão. Entre os projetos estão o transporte de grandes volumes de carga, o lançamento de satélites, operações relacionadas à infraestrutura em órbita e missões tripuladas para destinos mais distantes.

O veículo também faz parte dos planos para futuras missões lunares. Entretanto, antes dessas operações, a empresa ainda precisa comprovar a confiabilidade de sistemas como pouso, reutilização, transferência de combustível e funcionamento prolongado no espaço.

O novo voo ocorre em um momento de expansão da atividade espacial comercial e de avanço de programas de foguetes reutilizáveis em outros países, incluindo iniciativas desenvolvidas na China.

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