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Super PAC da indústria de IA mira democrata de Nova York na primeira ofensiva das eleições de meio de mandato
Publicado 17/11/2025 • 17:52 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/11/2025 • 17:52 | Atualizado há 2 meses
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Um super PAC bipartidário lançado por diversos líderes da área de inteligência artificial escolheu seu primeiro alvo: um candidato democrata ao Congresso que ajudou a liderar um esforço para impor medidas de segurança à indústria de IA.
Alex Bores, membro da Assembleia do Estado de Nova York, impulsionou uma “legislação ideológica e politicamente motivada” que “amarraria” a vantagem do país em IA, disseram os líderes do comitê de ação política “Leading the Future” em um comunicado na manhã desta segunda-feira (17).
Bores, que concorre ao 12º distrito congressional de Nova York, foi coautor do RAISE Act, projeto que exige que as maiores empresas de IA publiquem protocolos de segurança para casos graves de uso indevido de tecnologia — como “a criação de armas biológicas ou a prática de outras atividades criminosas” — e determina que incidentes relevantes sejam divulgados ao procurador-geral do estado.
Bores e o coautor Andrew Gounardes defendem que a Lei RAISE foi desenhada para não comprometer a inovação. A reação da indústria ocorre após o governador da Califórnia, Gavin Newsom, ter vetado um projeto semelhante por temer “um efeito inibidor” sobre o setor.
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O Leading the Future, lançado com mais de US$ 100 milhões, afirma que a Lei RAISE representa uma ameaça. Segundo os estrategistas Zac Moffatt e Josh Vlasto, o projeto é um exemplo de “leis estaduais fragmentadas, desinformadas e burocráticas que atrasariam o progresso americano e abririam caminho para a China vencer a corrida global pela liderança em IA.”
No comunicado, eles afirmam ainda que: “Os Estados Unidos precisam de uma estrutura regulatória nacional clara e consistente para a IA que fortaleça nossa economia, crie empregos para trabalhadores americanos, apoie comunidades vibrantes e proteja os usuários.”
“Projetos de lei como o RAISE Act ameaçam a competitividade americana, limitam o crescimento econômico, deixam os usuários expostos à influência e manipulação estrangeiras e prejudicam nossa segurança nacional”, acrescentaram.
Em resposta à CNBC, Bores rebateu: “Sou mestre em ciência da computação, possuo duas patentes e quase uma década de experiência na área de tecnologia. Se eles têm medo de que pessoas que entendem do assunto regulamentem seus negócios, estão se entregando.”
Mais cedo, ele transformou o ataque em apelo de campanha, dizendo no X: “Se você não quer que os megadoadores de Trump definam todas as políticas de tecnologia, contribua para nos ajudar a reagir.”
O Leading the Future é apoiado por nomes como a venture capital Andreessen Horowitz, o cofundador da Palantir Joe Lonsdale, a empresa de busca com IA Perplexity, o fundador da SV Angel Ron Conway, entre outros.
O grupo se define como bipartidário: Moffatt é CEO da Targeted Victory, alinhada aos republicanos, e Vlasto já trabalhou para o líder democrata Chuck Schumer e para o ex-governador Andrew Cuomo.
A NBC News noticiou em outubro que o governo Trump estaria frustrado com o PAC por causa de sua ligação com agentes democratas, apesar de o governo defender políticas de incentivo à IA e trabalhar para reduzir barreiras regulatórias.
Em agosto, o Leading the Future anunciou que expandiria operações em Nova York, Califórnia, Illinois e Ohio até o fim do ano, antes de assumir presença nacional em 2026.
As eleições de meio de mandato do próximo ano definirão qual partido controlará a Câmara e o Senado, atualmente em mãos republicanas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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