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Publicado 03/03/2026 • 20:15 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto; Reuters
O andamento dos conflitos envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irã segue em alerta total para novas ofensivas. No último sábado (28), um bombardeio americano matou o Líder Supremo iraniano Ali Khamenei e outros 7 integrantes do governo. O ataque contou com a participação da ofensiva israelense, inimigo histórico do Irã.
Apesar das cenas “comuns” vistas em guerras entre potências, o embate no Oriente Médio afeta até as nações que não estão envolvidas. Isso porque é no epicentro do conflito que se encontra uma das rotas mais importantes para o abastecimento mundial de produtos considerados essenciais, como o petróleo e o gás natural, o Estreito de Ormuz.
Leia também: Veja quais são os países mais afetados pelo bloqueio do Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas, dominada pelo Irã, mais estratégicas para o comércio de energia no mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo bruto transportado por via marítima, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.
De acordo com a U.S. Energy Information Administration, em 2024, o local foi responsável por transportar cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia. O fluxo intenso representa cerca de 20% do consumo global do material.
Em meio ao conflito entre os três países, ataques recentes levaram ao fechamento do tráfego de navios na região, com embarcações evitando passar pelo estreito diante de riscos de ataque e alerta de segurança. Entretanto, um simples bloqueio da passagem pode resultar em prejuízos incalculáveis entre as demais potências mundiais.
De acordo com a matéria publicada pela Reuters, o bloqueio da passagem pelo Estreito de Ormuz poderia elevar o preço do barril de petróleo para até US$ 80 ou chegar a níveis muito superiores, a depender do quanto o conflito pode se estender.
Além de ser um material de uso global, diversas nações dependem da exportação do petróleo, uma vez que elas não possuem a fabricação interna. Na maioria das vezes, após o processo de refinamento, o óleo é transformado em combustível. O bloqueio, além de elevar os custos, pode causar a paralisação de transportes particulares e públicos devido à falta do material.
Leia também: Petróleo Brent ultrapassa US$ 82 com guerra no Oriente Médio e risco no Estreito de Ormuz
Desta forma, o possível bloqueio do Estreito de Ormuz pode elevar o preço do barril de petróleo, afetando cadeias produtivas no mundo todo. No Brasil, apesar de o país produzir petróleo, os combustíveis como gasolina, diesel e gás de cozinha tendem a subir, pois os preços internos acompanham o mercado internacional.
De acordo com o The Guardian, além dos efeitos diretos sobre os valores do barril, a instabilidade e o fechamento do Estreito de Ormuz também devem elevar os custos associados ao transporte marítimo e seguradoras, uma vez que as embarcações necessitam realizar rotas maiores.
Além disso, outras embarcações devem aumentar o valor de frete devido aos riscos envolvendo a região, já que a instabilidade da região não garante qualquer segurança do navio e da carga transportada.
Países importadores, especialmente na Ásia e na Europa, que dependem de petróleo e gás enviado pelo Estreito de Ormuz, são particularmente vulneráveis, o que pode alimentar pressões inflacionárias em seus mercados internos com o fechamento da passagem marítima no Irã.
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