CNBC

CNBCOracle anuncia saída de diretores mais velhos e reduz conselho

Mundo

Suprema Corte dos EUA sinaliza que decisão sobre tarifas de Trump está próxima; entenda

Publicado 09/01/2026 • 18:07 | Atualizado há 24 horas

KEY POINTS

  • A Suprema Corte dos EUA sinalizou que deve divulgar novas decisões nos próximos dias, reacendendo a expectativa de um veredito sobre o caso que discute a legalidade das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump
  • O tribunal avalia se o presidente pode usar uma lei de emergência de 1977 para impor tarifas globais sem autorização do Congresso
  • A decisão tem forte impacto econômico, envolvendo bilhões de dólares em arrecadação e milhares de empresas que buscam reembolso, além de possíveis reflexos na política comercial americana

Wikicommons

Prédio da Suprema Corte de Justiça dos EUA

A Suprema Corte dos Estados Unidos sinalizou que deve divulgar novas decisões na próxima quarta-feira, 14 de janeiro, segundo atualização publicada nesta sexta-feira (9) no site oficial do tribunal. Embora a Corte não antecipe quais casos entrarão na pauta, a indicação reacendeu as expectativas de que seja finalmente anunciado o veredito sobre a legalidade das tarifas globais impostas pelo presidente Donald Trump.

Havia ampla expectativa de que a decisão fosse divulgada ainda nesta sexta-feira. No entanto, os ministros publicaram apenas um julgamento relacionado a um caso criminal.

O caso discute se o presidente pode recorrer à Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, para impor tarifas amplas sem autorização prévia do Congresso. Trump invocou esse instrumento em abril de 2025 para criar uma tarifa inicial de 10% sobre importações, elevando gradualmente as alíquotas ao longo do ano.

Leia mais:
Trump x Groenlândia: a Otan consegue defender o território e está disposta a fazer isso?
Trump diz que decisão da Suprema Corte sobre tarifaço deve levar em conta conquistas do país

As tarifas vêm sendo sistematicamente derrubadas nas instâncias inferiores. Em maio, a Corte Internacional de Comércio considerou a medida ilegal. A decisão foi mantida em junho por um tribunal federal em Washington e confirmada em agosto pela Corte Federal de Apelações, criando um forte precedente contra a tese do governo.

Durante as audiências na Suprema Corte, realizadas em novembro, ficou evidente uma divisão entre os ministros. Justices como Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh demonstraram maior inclinação a validar os poderes presidenciais. Já Sonia Sotomayor, Elena Kagan e Ketanji Brown Jackson se posicionaram de forma crítica à interpretação adotada pela Casa Branca.

Os votos considerados decisivos – do presidente da Corte, John Roberts, além de Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett – expressaram ceticismo quanto à ideia de que praticamente todos os países poderiam ser enquadrados como ameaça à segurança nacional.

Barrett, por exemplo, questionou durante o julgamento como economias aliadas, como Espanha e França, poderiam justificar o uso de uma lei emergencial concebida para situações de risco extraordinário.

O impacto econômico do caso é relevante. Até agosto, as tarifas já haviam gerado cerca de US$ 72 bilhões em arrecadação. Ao mesmo tempo, mais de mil empresas ingressaram com ações judiciais buscando reembolso de valores que, em alguns casos, podem ultrapassar US$ 100 bilhões. Uma das companhias envolvidas, a Learning Resources, afirmou que seus custos com tarifas saltaram de US$ 2,3 milhões em 2024 para cerca de US$ 100 milhões em 2025.

Leia mais:
Mercado reage após Trump divulgar dados de emprego antes do relatório oficial
Trump: “acabei com 8 guerras, mas ainda assim não ganhei o Nobel da Paz”

Caso a Suprema Corte confirme a derrubada das tarifas, Trump ainda poderia recorrer a outros dispositivos legais, como a Seção 232, baseada em segurança nacional, e a Seção 301, ligada a práticas comerciais consideradas desleais, embora essas alternativas ofereçam margem de manobra mais restrita.

A Corte não confirmou oficialmente que a decisão sobre as tarifas estará entre os julgamentos da próxima quarta-feira, mas o anúncio da nova data elevou as apostas do mercado e aumentou a atenção sobre um dos processos mais relevantes do atual cenário econômico e político dos Estados Unidos.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Mundo

;