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EUA x Irã: entenda como o conflito pressiona custos e logística do agronegócio brasileiro
Publicado 28/02/2026 • 13:14 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 28/02/2026 • 13:14 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: AFP
O conflito entre Estados Unidos e Irã, intensificado pelos ataques deste sábado (28), preocupa o mercado do agronegócio brasileiro, principalmente quanto ao fornecimento de fertilizantes e à logística internacional.
Segundo a Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), em comunicado oficial, a relevância do Irã e da região do Golfo Pérsico/Oriente Médio para o comércio internacional decorre, sobretudo, de sua centralidade em energia, gargalos logísticos (chokepoints) e risco geopolítico, com efeitos diretos sobre custos de transporte, inflação global e segurança de suprimento.
“O Irã está inserido no principal corredor energético do planeta: o Estreito de Ormuz, passagem obrigatória para grande parte das exportações de petróleo e derivados do Golfo. Em 2024, transitaram por Ormuz cerca de 20 milhões de barris/dia, volume equivalente a aproximadamente 20% do consumo mundial de líquidos e aproximadamente 27% do comércio marítimo global de petróleo”, afirma análise.
Além do petróleo, Ormuz é também um ponto sensível para o GNL, já que aproximadamente um quinto do comércio global de gás natural liquefeito passa pelo estreito, com fluxo majoritariamente destinado à Ásia.
Em suma, a implicação econômica é que, mesmo sem interrupção física, os ataques elevam o prêmio de risco, os seguros, os fretes e os preços de energia, transmitindo-se rapidamente para custos industriais e inflação.
Em 2025, o Irã se destacou como o segundo maior destino em volume das exportações do agronegócio brasileiro, recebendo 11,5 milhões de toneladas de produtos.
Apesar disso, em termos de valor, o país ocupou a 15ª posição, com US$ 2,9 bilhões em exportações destinadas ao mercado iraniano, ainda segundo relatório da Farsul. Confira abaixo os principais produtos exportados:
Vale citar que outro fator de extrema importância é a dependência em fertilizantes. O Brasil importa cerca de US$ 3 bilhões (7,7 milhões de toneladas) em ureia anualmente, sendo que apenas US$ 66 milhões (184 mil toneladas) vêm do Irã, posicionando o país como o 10º maior fornecedor dessa commodity.
“Isso significa que a participação do Irã é de apenas 2,2% no valor e de 2,4% no volume, o que pode parecer pouco, mas esta é uma linha de raciocínio perigosa para o planejamento dos nossos produtores, já que a região como um todo é um grande produtor e exportador de fertilizantes, e uma disrupção regional tende a impactar fortemente o mercado global”, detalha a análise sobre os impactos do ataque no agronegócio brasileiro.
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