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Aumento de seguros e bloqueio no Estreito de Ormuz eleva preços globais
Publicado 01/03/2026 • 21:57 | Atualizado há 3 meses
Publicado 01/03/2026 • 21:57 | Atualizado há 3 meses
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O aumento dos custos de seguro e a suspensão de rotas marítimas no Estreito de Ormuz devem elevar os preços de produtos globais no médio prazo, disse Welber Barral, conselheiro e sócio-fundador da BMJ, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele explicou que a incerteza geopolítica afeta diretamente os contratos internacionais: “O evento mais importante de hoje foi o anúncio da OPEP de que vai aumentar a oferta de petróleo de outras origens para que não tenha efeito nas bolsas na segunda-feira. No entanto, imediatamente o impacto que se observa é a eventual diminuição de oferta, pois 20% do petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz”.
Sobre a decisão da gigante Maersk de suspender operações na região, o sócio da BMJ alertou para o risco de desabastecimento: “Se passar de 15 dias, começamos a ter problemas com a segurança alimentar daquela região, já que o Golfo é um grande importador de alimentos, inclusive do Brasil. Isso gera efeitos para seguros e descumprimento contratual em cadeias de suprimentos que têm datas de entrega rígidas”.
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Welber Barral destacou que o “estilo Trump” de governar aos finais de semana impõe uma carga extra de análise para o mercado: “Desde o começo do governo, ele tem anunciado ordens executivas às sextas-feiras, às cinco da tarde, para não criar especulação maior nas últimas horas do mercado. Isso gera uma demanda enorme de empresas e entidades por análises de risco e cenários para suas cadeias de fornecimento”.
O especialista também ressaltou que o protecionismo está se espalhando para outras regiões, citando medidas recentes na América do Sul: “O Equador acabou de anunciar um aumento de tarifas contra a Colômbia para 50%, alegando falta de segurança na fronteira e copiando o modelo americano. Isso afeta empresas brasileiras que têm investimentos na Colômbia e exportavam de lá para o mercado equatoriano”.
Por fim, o conselheiro da BMJ reforçou que o custo logístico será inevitavelmente repassado ao consumidor final se o conflito persistir: “A médio prazo, um dos grandes efeitos é o aumento dos custos de seguro, que é repassado fundamentalmente para os custos do exportador e para o preço do produto. É uma volatilidade que o empresário odeia, pois fica à mercê de decisões geopolíticas imprevisíveis”, concluiu.
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