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Indústria têxtil critica tarifa de 50% dos EUA e defende continuidade de negociações
Publicado 18/08/2025 • 16:55 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 18/08/2025 • 16:55 | Atualizado há 5 meses
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Indústria textil brasileira.
CNI/José Paulo Lacerda
O diretor superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel, afirmou nesta segunda-feira (18) que a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras do setor praticamente inviabiliza as operações comerciais.
Em entrevista ao Fast Money, do Times | CNBC, ele destacou que não havia justificativa econômica para a medida e defendeu a continuidade das negociações diplomáticas.
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“Esse tarifaço de 50 pontos percentuais, 10 mais 40, praticamente inviabiliza a maior parte dos negócios. Não há margem para quem vende, nem capacidade de absorver para quem compra. Nosso objetivo agora é intensificar contatos com entidades do setor nos Estados Unidos para mostrar que não faz sentido o que está ocorrendo”, afirmou Pimentel.
Segundo ele, o setor foi surpreendido por não estar na lista de exceções, apesar de manter relações comerciais saudáveis e com superávit favorável aos norte-americanos. “Somos um setor que concorre de maneira leal e tem regras semelhantes. A decisão penaliza o Brasil de forma desproporcional, quando países vizinhos do Mercosul foram submetidos a tarifas menores“, disse.
Sobre as medidas anunciadas pelo governo federal no Plano Brasil Soberano, Pimentel avaliou que o direcionamento foi positivo, mas destacou a importância de detalhes que ainda precisam ser regulamentados. “O anúncio foi bem-vindo e atendeu a várias demandas do setor privado. Mas precisamos conhecer como será a operacionalização, quais empresas serão elegíveis e como funcionarão os mecanismos de apoio”, afirmou.
Ele ressaltou que a expectativa é de que o Congresso acelere a votação da Medida Provisória que regulamenta os instrumentos do plano, incluindo a ampliação do Reintegra e mecanismos de financiamento.
O executivo defendeu que a saída passa pela combinação da diplomacia empresarial com a diplomacia governamental. “O caminho é construir pontes, não levantar muros. Precisamos de perseverança, estratégia e paciência para reverter as medidas”, afirmou.
Além dos Estados Unidos, Pimentel destacou a urgência de o Brasil ampliar sua rede de acordos comerciais, citando o Mercosul-União Europeia, Mercosul-EFTA, além de possíveis parcerias com Canadá e Japão. Ele também alertou para os riscos de desvios de comércio que aumentam a entrada de produtos asiáticos no mercado brasileiro.
“Não podemos abrir espaço para sermos invadidos pelos excedentes produtivos asiáticos. A concorrência é bem-vinda, mas são modelos distintos de produção e preços que desequilibram o mercado”, disse.
O setor têxtil brasileiro movimenta cerca de R$ 500 milhões anuais em exportações para os EUA e teme que o tarifário provoque perdas significativas de mercado, especialmente para pequenas e médias empresas. “O impacto pode parecer pequeno no PIB, mas no micro é muito grave para quem conquistou espaço no mercado norte-americano e agora corre risco de perder”, concluiu Pimentel.
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