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EXCLUSIVO: Trump aposta em estratégia de longo prazo com o Brasil
Publicado 26/10/2025 • 09:28 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 26/10/2025 • 09:28 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
O encontro entre os presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump neste domingo (26), na Malásia, abriu caminho para negociações entre Brasil e Estados Unidos, mas destacou as limitações do cenário atual, avaliou Igor Lucena, CEO da Amero Consulting e Doutor em Relações Internacionais.
“Se nós estivéssemos vivendo em um mundo liberal, onde o presidente americano tivesse uma visão muito clara e comercial, eu diria que seria uma abertura imediata, com negociações rápidas e resultados concretos. Mas, na prática, estamos lidando com uma estratégia política e interesses de longo prazo que vão muito além do Brasil”, disse, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O especialista ressaltou que o Brasil avançou politicamente ao ser reconhecido como parceiro relevante na região. “O presidente Lula apresentou várias das demandas brasileiras e conseguiu colocar o Brasil em uma posição de interlocutor importante. O Trump entende que o país é um player político fundamental na América Latina, e manter esse canal aberto é estratégico para evitar conflitos e garantir influência na região”.
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Ele analisou também o cenário da Venezuela e seus impactos geopolíticos e econômicos. “Uma mudança de regime na Venezuela poderia gerar uma migração em massa, desestabilizando países vizinhos como Brasil e Colômbia, mas também abriria oportunidades de investimento estrangeiro na economia venezuelana, especialmente nos setores de energia e infraestrutura. É uma situação extremamente complexa e realista, que exige negociação cuidadosa”.
Para Lucena, o tarifaço americano é um ponto crítico, mas há alternativas emergentes que podem ser exploradas. “Os produtos brasileiros estão conseguindo chegar aos EUA mesmo com tarifas elevadas, usando rotas alternativas, mas isso não é sustentável a longo prazo. Os americanos estão atentos a essas estratégias comerciais, e o Brasil precisa equilibrar interesses para não comprometer futuras negociações”, disse.
O economista destacou ainda que Trump adota uma estratégia de longo prazo, usando tarifas e regulação para reforçar a economia americana. “As tarifas brasileiras provavelmente vão cair com o tempo, mas isso faz parte de um jogo estratégico mais amplo, que envolve reforçar a força econômica dos EUA, proteger as Big Techs e influenciar normas globais de comércio. É uma negociação que vai muito além do imediato e exige paciência”, concluiu.
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