Taxas de juros se firmam em queda após Trump anunciar tarifa mínima de 10% para Brasil
Publicado 02/04/2025 • 19:02 | Atualizado há 22 horas
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Publicado 02/04/2025 • 19:02 | Atualizado há 22 horas
KEY POINTS
À espera do anúncio das tarifas recíprocas pelo governo Trump, que ocorreu somente no fim da tarde, o mercado de juros teve uma sessão volátil, mas no fechamento as taxas se firmaram em baixa nesta quarta-feira. Os investidores receberam bem a informação de que, dentro do pacote, o Brasil receberá a alíquota mínima de 10%, muito abaixo dos 34% da China e 20% da União Europeia.
Até então, a manhã havia sido de queda, ainda na esteira da correção técnica vista desde a segunda-feira e com o resultado fraco da produção industrial, mas as taxas zeraram o recuo à tarde, oscilando entre a estabilidade e alta, em linha com a virada da curva dos Treasuries.
Pouco depois das 17 horas, Trump iniciava seu discurso na Casa Branca, confirmando que havia assinado a ordem para das tarifas recíprocas e a taxa de 25% para carros importados. Ele anunciou que irá impor uma tarifa de 10% para as importações brasileiras, a alíquota mínima sobre as importações proposta pelo chefe do executivo americano. A medida começará a valer a partir da zero hora desta quinta-feira (3).
O juro do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2026 encerrou a 14,980%, de 14,991% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2027 caiu de 14,84% para 14,79%. O DI para janeiro de 2029 tinha taxa de 14,57% (de 14,60%).
A exemplo dos últimos dias, o exterior manteve-se como referência principal para a dinâmica das taxas. A Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de fevereiro teve efeito de baixa, mas limitado, sobre a curva no começo dos negócios, e só na ponta curta, mas à tarde se dissipou. “Juros aqui estão seguindo o mercado americano. Até começaram o dia fechando com a produção industrial mais fraca, mas a curva americana passou a ser preponderante”, resumiu o economista-chefe da Meraki Capital, Rafael Ihara.
Os retornos dos títulos do Tesouro dos EUA oscilavam em baixa pela manhã, refletindo a aversão ao risco que pautou a espera pelo anúncio das tarifas, por sua vez, explicada pelo temor de que provoquem um hard landing da economia americana e com impacto global. “Houve bastante antecipação de um anúncio agressivo nos últimos dias, mas Trump sempre pode surpreender”, afirma Ihara.
No fim do período, as taxas dos Treasuries viraram para cima com os dados de emprego acima do esperado da pesquisa ADP e das encomendas à indústria, que também fortaleceram os índices acionários.
Para a economista-chefe da Mirae Asset, Marianna Costa, os DIs concluíram na primeira parte da sessão o ajuste de baixa visto nos últimos dias, que ela atribuiu principalmente às mensagens recentes do Banco Central. “Tivemos a ata do Copom afirmando que o ciclo de alta da Selic vai continuar, com a taxa permanecendo restritiva por mais tempo, mas também indicando que o fim está próximo. E no Relatório de Política Monetária o BC mostrou a preocupação com o hiato. Ficou a percepção de que a Selic agora é mais para 15% do que para 15,5%”, disse.
Ajudam a alimentar a ideia de que o ajuste da Selic não irá tão longe os recentes dados da atividade econômica. A queda de 0,1% da produção industrial em fevereiro na margem contrariou o consenso das expectativas, de alta de 0,2%. Nesse contexto, os dados de atividade da próxima semana, como Anfavea, varejo e serviços, “podem sugerir que de fato temos desaceleração econômica neste primeiro trimestre”, afirma a economista.
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