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Tensões no Mar do Sul da China podem elevar custos de frete
Publicado 16/04/2026 • 16:03 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/04/2026 • 16:03 | Atualizado há 2 meses
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As incertezas no Mar do Sul da China podem elevar custos de fretes e seguros para o agronegócio e a mineração. É o que afirma Rodrigo Giraldelli, CEO da China Gate, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou a importância estratégica da região para o fluxo global de mercadorias. “Essa região trafega muito comércio, então uma tensão ali produz incerteza no comércio internacional, o que significa custos mais altos de fretes através de combustíveis, maiores prazos e também seguros das cargas que por ali trafegam”, disse.
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Giraldelli explicou que o controle chinês sobre o Atol de Scarborough impacta diretamente o principal parceiro comercial dos brasileiros. “Nesta região passa mais de 70% do comércio da China, da qual o Brasil é o maior cliente na questão do agronegócio e também do minério. Em aspectos globais, esse valor equivale a 24% do comércio global que passa nessa região”, afirmou.
Sobre o valor das cargas, o especialista mencionou que a ciculação total na área totaliza cerca de US$ 5 trilhões (R$ 25,25 trilhões) por ano. “O transporte marítimo global é de US$ 16 trilhões (R$ 80,8 trilhões), então, em todo o chamado Mar da China Meridional, circula quase um terço do comércio marítimo global, com produtos como petróleo, gás, minério de ferro e grãos”, detalhou.
Questionado sobre o risco de falta de produtos, o CEO da China Gate ponderou que o reflexo será sentido primeiro no bolso do consumidor. “Desabastecimento ainda é muito cedo para pensar, mas a questão de custo não, porque o mercado reage quando surgem as primeiras notícias. Se a China mantiver esse posicionamento, há uma grande chance de aumento de preço de frete que afeta tanto a importação quanto a exportação”, alertou.
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O especialista ressaltou que o domínio logístico chinês amplia o alcance desse foco de instabilidade para outros parceiros do Brasil no Sudeste Asiático. “A China é muito dominante na contratação de fretes e logística internacional; dos dez maiores portos do mundo, oito são chineses. Isso afeta não somente Brasil e China, mas também as relações com países como Vietnã, Tailândia, Indonésia e Malásia”, concluiu.
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