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Trump aciona medida emergencial para pagar agentes da TSA e conter crise nos aeroportos

Publicado 28/03/2026 • 17:37 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Presidente dos EUA autoriza pagamento a funcionários da TSA após fracasso de acordo no Congresso, em meio à paralisação do Departamento de Segurança Interna e aumento das filas em aeroportos.
  • Medida usa recursos vinculados às operações da agência e ocorre após faltas de funcionários ultrapassarem 11%, pressionando o sistema de transporte aéreo em todo o país.
  • Câmara e Senado entram em choque sobre financiamento do DHS, sobretudo em relação a imigração, prolongando o impasse político e dificultando solução definitiva.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira, 27, uma ordem executiva para garantir o pagamento dos funcionários da Administração de Segurança nos Transportes (TSA), após o fracasso no Congresso de um acordo para encerrar a paralisação do Departamento de Segurança Interna (DHS).

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na sexta-feira (27) uma ordem executiva para garantir o pagamento dos funcionários da Administração de Segurança nos Transportes (TSA), após o fracasso no Congresso de um acordo para encerrar a paralisação do Departamento de Segurança Interna (DHS).

A medida foi adotada com o objetivo de reduzir as longas filas de segurança registradas em diversos aeroportos do país, em um cenário de ausência crescente de agentes e pressão sobre o sistema aéreo.

No memorando, Trump afirmou que “o sistema de transporte aéreo dos Estados Unidos chegou ao seu limite” e classificou o momento como “uma situação de emergência que compromete a segurança da nação”.

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Segundo o presidente, o governo utilizará “fundos que tenham uma ligação razoável e lógica com as operações da TSA” para viabilizar os pagamentos. Em comunicado, o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, afirmou que os funcionários “devem começar a receber seus salários já na segunda-feira”.

Republicanos da Câmara rejeitam acordo do Senado

O Senado aprovou na madrugada de sexta-feira um acordo de financiamento, mas o presidente da Câmara, Mike Johnson, ao abrir a sessão, acusou os democratas de “jogarem um jogo perigoso” e disse que precisava discutir os próximos passos com seus colegas republicanos.

Após uma longa teleconferência, Johnson criticou duramente a proposta do Senado e declarou: “Essa manobra feita ontem à noite é uma piada”.

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Na noite de sexta, a Câmara aprovou um projeto próprio para financiar todo o DHS até 22 de maio, com 213 votos favoráveis e 203 contrários. Johnson afirmou que havia conversado com Trump, que apoiou o plano republicano.

Os republicanos da Câmara reagiram com irritação ao fato de o acordo do Senado não incluir financiamento para a Agência de Imigração e Alfândega (ICE) e a Patrulha de Fronteira. Já os democratas condicionaram recursos a mudanças nas práticas de fiscalização da imigração.

“Vamos fazer algo diferente”, afirmou Johnson, ao desafiar o Senado a adotar a proposta de curto prazo da Câmara para financiar o DHS.

No entanto, os senadores já haviam deixado Washington, o que deve atrasar qualquer nova votação. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou que o plano da Câmara seria “rejeitado imediatamente no Senado, e os republicanos sabem disso”.

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O líder democrata na Câmara, Hakeem Jeffries, disse que o projeto do Senado poderia ser aprovado com apoio bipartidário caso Johnson permitisse a votação.

O que há no acordo do Senado

Os senadores trabalharam durante a noite para aprovar, por votação oral, um projeto que financia grande parte do DHS, incluindo a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), a Guarda Costeira e a TSA.

Republicanos no Senado manifestaram frustração com a ausência de recursos para o ICE e a Patrulha de Fronteira, embora tenham destacado que a fiscalização da imigração seguiu praticamente ininterrupta.

Isso ocorre porque uma legislação anterior sancionada por Trump já havia destinado recursos adicionais ao DHS, incluindo cerca de US$ 75 bilhões (R$ 394,5 bilhões) para operações do ICE.

Ainda assim, republicanos conservadores criticaram a criação de um precedente que permita ao Congresso financiar apenas partes do departamento durante o processo orçamentário.

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“Vamos financiar integralmente o ICE. É disso que se trata essa luta”, afirmou o senador Eric Schmitt, acrescentando: “A fronteira está se fechando. A próxima tarefa é a deportação”.

Os democratas, por sua vez, se recusaram a liberar recursos para essas áreas após a morte de dois americanos durante protestos contra a repressão à imigração em Minneapolis.

Eles defendem que agentes federais utilizem identificação visível, removam máscaras e evitem ações em locais sensíveis, como escolas e igrejas. Também pressionam pelo fim dos mandados administrativos, exigindo autorização judicial prévia para buscas.

O secretário Markwayne Mullin afirmou que está disposto a considerar mudanças nesse sentido.

A divisão na liderança republicana

A rejeição do acordo ampliou a divisão entre Mike Johnson e o líder republicano no Senado, John Thune, ambos envolvidos na articulação da agenda de Trump no Congresso.

Com todos os democratas contrários, Thune precisou buscar uma solução que garantisse 60 votos para superar a obstrução parlamentar, em um Senado com maioria de 53 a 47.

Após mais de uma semana de negociações intensas, incluindo discussões com a Casa Branca, os dois lados chegaram a um entendimento para financiar a maior parte do DHS, exceto o ICE e partes da CBP.

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Questionado sobre o alinhamento com Johnson, Thune disse apenas que os dois haviam trocado mensagens de texto e acrescentou: “Não sei o que a Câmara fará”.

A Casa Branca permaneceu em silêncio durante as negociações, e Trump não se manifestou publicamente sobre o acordo.

Após o fracasso na Câmara, Thune evitou comentar as críticas de Johnson de que teria sido deixado de fora das discussões.

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Johnson, por sua vez, afirmou que a responsabilidade pelo impasse recai sobre os democratas no Senado.

Filas nos aeroportos aumentam

A paralisação do DHS já provoca impactos diretos no transporte aéreo, com atrasos em voos e alertas de possível fechamento de aeroportos.

Sem receber salários, muitos agentes da TSA deixaram de comparecer ao trabalho, elevando os índices de ausência para mais de 40% em alguns aeroportos.

Além disso, cerca de 500 dos aproximadamente 50 mil agentes da TSA pediram demissão durante a paralisação.

Dados do DHS indicam que, na quinta-feira, 26, mais de 11,8% dos funcionários escalados faltaram, o equivalente a mais de 3.450 agentes, agravando a crise no setor aéreo.

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