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Trump ameaça impor novas tarifas para pressionar negociação sobre a Groenlândia
Publicado 16/01/2026 • 13:21 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 16/01/2026 • 13:21 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (16) que pode impor tarifas comerciais a países que não apoiarem seus planos de anexação da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca e membro da OTAN.
“Posso impor tarifas aos países que não concordarem com a Groenlândia, porque precisamos da Groenlândia para a segurança nacional”, disse Trump durante uma mesa-redonda sobre saúde na Casa Branca.
A Casa Branca não respondeu imediatamente ao pedido da CNBC por informações adicionais sobre as declarações de Trump.
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O governo Trump já afirmou anteriormente que está avaliando diversas opções, incluindo a utilização das forças armadas dos EUA, para assumir o controle do território dinamarquês.
Trump afirma ser essencial que os Estados Unidos possuam a Groenlândia — embora os EUA já mantenham uma base militar lá — devido a preocupações de segurança nacional representadas pela China e pela Rússia.
A Casa Branca também afirmou que os EUA estão considerando fazer uma oferta para comprar a ilha ártica. Mas a Groenlândia e a Dinamarca têm insistido repetidamente que o território não está à venda e não têm qualquer desejo de ser absorvido pelos Estados Unidos.
A declaração elevou o tom do impasse diplomático e explicitou o uso de instrumentos comerciais como alavanca geopolítica no Ártico. A declaração ocorreu logoa após países europeus enviarem tropas à Groenlândia, em um gesto coordenado de apoio à Dinamarca, enquanto conversas com os Estados Unidos evidenciaram uma divergência fundamental sobre o futuro do território no Ártico.
O impasse ficou mais claro após a Casa Branca descrever os próximos encontros como “conversas técnicas sobre um acordo de aquisição” da Groenlândia. A leitura contrasta com a posição dinamarquesa, que trata o grupo de trabalho como um fórum para endereçar preocupações de segurança dos EUA, respeitando as linhas vermelhas de soberania do Reino da Dinamarca.
Antes das reuniões, Copenhague anunciou o reforço de sua presença militar no território. Em seguida, parceiros europeus, França, Alemanha, Reino Unido, Noruega, Suécia e Países Baixos, enviaram contingentes simbólicos ou prometeram fazê-lo nos próximos dias.
O objetivo é demonstrar unidade europeia e indicar que a segurança do Ártico pode ser garantida coletivamente, no âmbito da OTAN, sem a necessidade de uma tomada de controle americana.
A movimentação, porém, não alterou a posição de Washington. A Casa Branca afirmou que o envio de tropas europeias não influencia a decisão do presidente Donald Trump, que segue considerando a aquisição da Groenlândia uma prioridade de segurança nacional.
Autoridades dinamarquesas confirmaram que haverá presença militar ampliada e mais permanente, com rotação de tropas de países aliados. A França informou que militares já estão no terreno; a Alemanha anunciou o envio de uma equipe de reconhecimento; e a Dinamarca comunicou exercícios no território em coordenação com a OTAN.
Do lado local, líderes groenlandeses reiteraram a posição de que o território não está à venda e não deseja integrar os EUA, ainda que defendam a continuidade do diálogo diplomático. Entre a população, há alívio pela retomada das conversas e pela visibilidade do apoio europeu, mas também preocupação com a escalada retórica e com os interesses econômicos e estratégicos envolvidos.
No pano de fundo, a disputa reflete a crescente importância do Ártico em um cenário de competição entre grandes potências, com atenção a rotas, recursos naturais e segurança regional. Apesar de algum avanço diplomático com a criação do grupo de trabalho, autoridades dinamarquesas alertam que o risco não passou — e que a negociação seguirá nas próximas semanas.
Autoridades dinamarquesas reiteraram que as linhas vermelhas de soberania permanecem, ao mesmo tempo em que se dizem abertas a cooperação prática para atender demandas de segurança. Já o governo da Groenlândia voltou a afirmar que não está à venda e não deseja integrar os Estados Unidos, ainda que apoie a continuidade do diálogo diplomático.
No pano de fundo, analistas veem a retórica tarifária como fator adicional de incerteza para aliados europeus e para mercados, ao conectar comércio, segurança e controle territorial em uma região estratégica marcada por interesses crescentes de Rússia e China. Apesar de avanços procedimentais com a criação de um grupo de trabalho, autoridades em Copenhague alertam que o risco político persiste e que as conversas devem se estender pelas próximas semanas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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