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Trump ameaça processar JPMorgan; saiba o motivo
Publicado 17/01/2026 • 19:00 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 17/01/2026 • 19:00 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Presidente dos EUA, Donald Trump
JULIA DEMAREE NIKHINSON/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (17) que pretende processar o JPMorgan Chase nas próximas semanas. Ele acusa a companhia de tê-lo excluído do sistema bancário após os ataques ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021.
Em uma publicação na rede Truth Social, Trump disse que o banco teria encerrado seus serviços de forma “inadequada e incorreta”, e classificou a prática como “debanking”. Na mesma mensagem, voltou a questionar o resultado da eleição presidencial.
O JPMorgan e a Casa Branca não comentaram as declarações.
Em agosto, Trump assinou uma ordem executiva determinando que instituições financeiras não neguem serviços com base em convicções políticas ou religiosas, prática que o governo classificou como “desbancarização”. Na ocasião, o presidente afirmou, sem apresentar provas, que teria sido discriminado por grandes bancos, incluindo JPMorgan Chase e Bank of America, que teriam se recusado a receber seus depósitos após o fim de seu primeiro mandato.
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O JPMorgan afirmou, à época, que não encerra contas por razões políticas. Já o Bank of America declarou que não comenta casos específicos de clientes e defendeu regras mais claras por parte dos reguladores.
Trump e a família dele têm histórico de críticas ao setor financeiro. No ano passado, Donald Trump Jr. afirmou que dificuldades de acesso a serviços bancários tradicionais levaram a família a ampliar sua atuação no mercado de criptomoedas.
Apesar da ameaça de ação judicial, as ações do JPMorgan acumulam queda de cerca de 5% na última semana, mesmo após o banco ter divulgado resultados trimestrais acima das expectativas.
Na mesma publicação em que anunciou a intenção de processar o banco, Trump também negou uma reportagem do The Wall Street Journal que afirmava que ele teria oferecido, meses atrás, o cargo de presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ao CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, durante uma reunião na Casa Branca. Segundo o jornal, Dimon teria encarado a suposta oferta como uma brincadeira.
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Trump classificou a informação como falsa e disse que jamais fez esse convite. O The Wall Street Journal e o JPMorgan não comentaram o episódio.
O mandato do atual presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, termina em 15 de maio.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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