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Trump classifica governo da Venezuela como “organização terrorista” e ordena bloqueio total de petroleiros
Publicado 16/12/2025 • 22:26 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 16/12/2025 • 22:26 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
MARK SCHIEFELBEIN/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou nesta terça-feira (16) o governo da Venezuela como uma “organização terrorista estrangeira” e determinou um bloqueio “completo e total” a todos os petroleiros sancionados que entram ou saem do país sul-americano. A medida eleva de forma significativa a tensão entre Washington e Caracas.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a Venezuela está “completamente cercada pela maior armada já montada na história da América do Sul” e prometeu intensificar a pressão até que, segundo ele, o país “devolva aos Estados Unidos todo o petróleo, terras e outros ativos que roubou”.
“Por roubo de nossos ativos e por diversos outros motivos, incluindo terrorismo, tráfico de drogas e tráfico humano, o regime venezuelano foi designado uma organização terrorista estrangeira. Portanto, estou ordenando um bloqueio total e completo de todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela”, escreveu o presidente.
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De acordo com o Departamento de Estado dos EUA, a designação como organização terrorista estrangeira torna ilegal que cidadãos americanos forneçam qualquer tipo de apoio material ou financeiro ao governo venezuelano, além de abrir espaço para sanções adicionais e ações de fiscalização mais rígidas.
Apesar do tom agressivo do anúncio, analistas ouvidos pela CNBC avaliam que o impacto no mercado global de petróleo tende a ser moderado. Segundo Andy Lipow, presidente da consultoria Lipow Oil Associates, um embargo total ao petróleo venezuelano poderia retirar entre 800 mil e 900 mil barris por dia da oferta global, o que elevaria os preços em cerca de US$ 2 a US$ 3 por barril.
Ainda assim, Lipow destaca que o mercado segue relativamente bem abastecido, com um excedente global estimado em 2 milhões de barris por dia, o que limita pressões mais fortes sobre os preços.
Nesta terça-feira, o barril do Brent operava praticamente estável, em torno de US$ 58,92, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) subia cerca de 1%, para US$ 55,85.
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Um dos principais pontos de atenção, segundo especialistas, será a reação da China. O país asiático é atualmente o maior comprador de petróleo venezuelano, adquirindo o produto com descontos significativos.
“O mercado vai observar atentamente a postura da China, que pode optar por não cumprir integralmente as sanções dos EUA, mantendo o petróleo venezuelano fluindo”, afirmou Lipow.
A decisão de Trump adiciona mais um elemento de incerteza ao cenário geopolítico e energético global, em um momento em que os Estados Unidos ampliam o uso de sanções econômicas como instrumento central de política externa.
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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