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Trump corta mais ajuda externa e pode provocar paralisação do governo
Publicado 29/08/2025 • 17:52 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 29/08/2025 • 17:52 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: ALEX BRANDON/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Trump discursa em reunião do gabinete do governo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (29) o corte de US$ 5 bilhões (cerca de R$ 27 bilhões) em ajuda internacional já aprovada pelo Congresso, informou a Casa Branca. A medida eleva o risco de uma paralisação do governo federal, diante da oposição dos democratas à política.
Os cortes atingem programas do Departamento de Estado e da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), segundo carta enviada por Trump à Câmara dos Deputados..
Segundo o Escritório de Orçamento e Gestão da Casa Branca, em mensagem divulgada nas redes sociais junto com a carta, o presidente Trump “sempre vai colocar os ESTADOS UNIDOS EM PRIMEIRO LUGAR”.
Desde que assumiu, Trump praticamente desmontou a USAID, principal agência de ajuda externa dos EUA. Criada em 1961, durante o governo de John F. Kennedy, a agência foi concebida para usar a assistência internacional como instrumento de influência junto a países em desenvolvimento na Guerra Fria.
Nos últimos anos, a USAID foi incorporada ao Departamento de Estado, após o secretário Marco Rubio cortar cerca de 85% de seus programas.
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O secretário Marco Rubio elogiou a decisão de Trump, afirmando que a medida faz parte do esforço para “acabar com fraudes, desperdício e abusos no governo americano, economizando bilhões de dólares dos trabalhadores dos EUA”.
Segundo ele, entre os valores cortados estavam recursos destinados a programas de conscientização global sobre direitos LGBTQ.
O líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, classificou a tática usada por Trump — conhecida tecnicamente como “rescissão de bolso” — como ilegal.
“Está claro que nem Trump nem os republicanos no Congresso têm qualquer plano para evitar uma paralisação dolorosa e totalmente desnecessária”, declarou Schumer.
Mesmo entre republicanos, a estratégia divide opiniões: parlamentares mais moderados também demonstraram insatisfação com a tentativa de barrar gastos já aprovados pelo Congresso.
Após tomar posse pela segunda vez, em janeiro, Trump iniciou uma campanha ampla para enxugar ou até desmontar partes inteiras do governo dos EUA. Embora os republicanos controlem tanto a Câmara quanto o Senado, precisam do apoio dos democratas na Casa Alta para aprovar novas leis orçamentárias.
Ao tentar ampliar os poderes presidenciais, Trump busca recuperar recursos já aprovados pelo Congresso perto do fim do ano fiscal, apostando que não haverá tempo hábil para uma votação antes que o dinheiro expire no mês que vem.
Os democratas alertaram que qualquer tentativa de reverter fundos já aprovados deve enterrar as negociações para evitar um “shutdown” — a paralisação do governo federal — após 30 de setembro.
Os Estados Unidos já haviam evitado por pouco uma paralisação do governo em março. Esse tipo de medida é relativamente raro, mas provoca transtornos significativos e custos elevados: atividades básicas, como a inspeção de alimentos, são interrompidas, enquanto parques, monumentos e prédios públicos fecham as portas.
Cerca de 900 mil servidores federais podem ser colocados em licença não remunerada, enquanto outro 1 milhão de funcionários essenciais — de controladores de voo a policiais — seguem trabalhando, mas só recebem seus salários quando o impasse é resolvido.
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