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Em plena crise do tarifaço de Trump, Fernando Haddad vai precisar solicitar novo visto para os EUA
Publicado 29/08/2025 • 09:33 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 29/08/2025 • 09:33 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
No momento em que o governo brasileiro anuncia o uso da Lei da Reciprocidade para enfrentar os efeitos do tarifaço imposto por Donald Trump, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, terá de solicitar um novo visto de entrada nos Estados Unidos. O anterior venceu em maio, e ele precisa de uma nova autorização para participar de eventos internacionais no país. A informação foi confirmada pela repórter Fernanda Sette, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Haddad tem compromisso de participar em setembro da Semana do Clima de Nova York, que reúne líderes globais dos setores empresarial, governamental e da sociedade civil. Em outubro, ele também tem agenda para o encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em Washington.
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Como o visto está vencido, é necessário solicitar sua renovação. Pelo protocolo, o pedido deve ser feito por meio de uma nota entregue à embaixada americana, acompanhada de formulário com dados pessoais, fotos e o passaporte. O processo é conduzido pelo Ministério das Relações Exteriores.
A solicitação do ministro ocorre em um momento delicado nas relações bilaterais. Os Estados Unidos já suspenderam vistos de sete membros do Supremo Tribunal Federal (STF), do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e da família do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, incluindo sua filha de dez anos. A medida foi motivada pela participação de Padilha na criação do programa Mais Médicos no Brasil.
À época, ao ser questionado por jornalistas sobre a medida, Padilha ironizou: “Tem gente que acha que o mundo se divide em quem foi à Disney e quem quer ir para a Disney, ou quem não foi para Disney. Eu não tenho intenção nenhuma de ir para a Disney”.
O ministro também criticou os atos do governo americano, classificando-os como “covardia” e ressaltou que as decisões de Trump não vão abalar a continuidade do Programa Mais Médicos. “Já superamos essa ação, esse ato de covardia. Vamos tocando a vida”, afirmou.
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