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Trump diz que empresas petrolíferas americanas investirão bilhões na Venezuela
Publicado 04/01/2026 • 13:18 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/01/2026 • 13:18 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou claro no sábado (3) que o investimento do país no setor de energia da Venezuela é um objetivo central da operação de mudança de regime que destituiu o presidente Nicolás Maduro.
“Teremos nossas grandes empresas petrolíferas dos EUA — as maiores do mundo — entrando, gastando bilhões de dólares, consertando a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura petrolífera“, disse Trump em uma entrevista coletiva em sua residência em Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.
“Vamos começar a ganhar dinheiro para o país”, afirmou Trump. A Venezuela, membro fundador da OPEP, possui as maiores reservas provadas de petróleo do mundo, com 303 bilhões de barris (cerca de 17% das reservas globais).
A Chevron é a única grande petrolífera americana operando no país sul-americano. Ela exportou cerca de 140 mil barris por dia no quarto trimestre de 2025.
As forças dos EUA capturaram Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em um ataque de grande escala durante a madrugada. Eles foram indiciados por acusações de tráfico de drogas no Distrito Sul de Nova York.
Em nota, a Chevron afirmou que “permanece focada na segurança e bem-estar de nossos funcionários, bem como na integridade de nossos ativos” e que continua operando em total conformidade com as leis.
Trump disse que os EUA irão “administrar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”. O presidente afirmou a administração será feita temporariamente “com um grupo”, sem fornecer detalhes.
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A derrubada de Maduro ocorre após meses de acúmulo militar dos EUA no Caribe. Trump disse que o embargo que ele impôs ao petróleo venezuelano “permanece em pleno vigor“.
O presidente afirmou que as empresas petrolíferas pagarão diretamente pelo custo da reconstrução da infraestrutura de petróleo bruto. “Elas serão reembolsadas pelo que estão fazendo”, disse Trump.
“Vamos fazer o petróleo fluir como deveria”, disse ele. “Venderemos grandes quantidades de petróleo para outros países, muitos dos quais já o utilizam, mas eu diria que muitos mais virão”, afirmou.
A Venezuela nacionalizou sua indústria petrolífera em 1976, confiscando ativos de grandes empresas petrolíferas internacionais para criar a estatal Petróleos de Venezuela S.A. (PDVSA).
A produção da Venezuela atingiu o pico de 3,5 milhões de barris por dia no final dos anos 1990, mas caiu significativamente desde então, disse Disse Matt Smith, analista de petróleo da Kpler.
Atualmente, a produção está em torno de 800 mil barris por dia. Em comparação, na semana de 26 de dezembro, os EUA produziram cerca de 13,8 milhões de barris por dia (R$ 74.796.000,00).
China e Rússia têm presença no setor petrolífero da Venezuela, disse Andy Lipow, presidente da Lipow Oil Associates. Em novembro, o regime de Maduro aprovou uma extensão de 15 anos para joint ventures com empresas ligadas à Rússia.
Lipow afirmou que as exportações de petróleo da Venezuela podem ser completamente interrompidas, já que não está claro quem está no comando na capital, Caracas, e os compradores provavelmente não sabem para quem enviar o dinheiro. A Chevron provavelmente continuará exportando, mitigando qualquer impacto no fornecimento.
“Eu me preocupo com a situação de segurança (ou a falta dela) no local e como isso pode afetar as instalações de produção de petróleo, a infraestrutura e as exportações”, disse o analista em um comunicado aos clientes no sábado.
O analista Smith, da Kpler, disse que um mercado de petróleo com excesso de oferta “ajudará a amortecer o impacto de quaisquer novas interrupções no fornecimento”.
O mercado de petróleo em 2025 registrou seu maior declínio anual em cinco anos, com o Brent caindo cerca de 19% e o petróleo bruto dos EUA quase 20%, sob pressão do aumento da produção da Opep+ e níveis recordes de extração americana.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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