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Greve na Argentina gera prejuízo milionário à ‘Aerolíneas Argentinas’; veja valores
Publicado 20/02/2026 • 23:12 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 20/02/2026 • 23:12 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Foto: Canva/IA
Uma greve geral realizada na última quinta-feira (19) paralisou Buenos Aires e provocou confrontos em frente ao Congresso Nacional da Argentina. O movimento foi convocado por centrais sindicais contra a proposta de reforma trabalhista do presidente Javier Milei.
A paralisação afetou transportes, comércio e serviços públicos e teve impacto direto na aviação, inclusive em voos com destino ao Brasil.
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O efeito mais visível foi registrado nos aeroportos, a Aerolíneas Argentinas informou o cancelamento de 255 voos ao longo do dia, cerca de 31 mil passageiros foram afetados, segundo o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, prejuízo de aproximadamente US$ 3 milhões.
A greve também atinge diretamente a ligação aérea entre Brasil e Argentina, pelo menos 21 voos entre os dois países foram cancelados ou reprogramados, de acordo com informações divulgadas por aeroportos e companhias.
O cancelamento de mais de 250 voos inclui rotas internacionais, e empresas como Gol Linhas Aéreas, LATAM Airlines e JetSMART também anunciaram ajustes nas operações.
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A adesão de pilotos, funcionários aeroportuários e trabalhadores do setor de combustível compromete o funcionamento dos aeroportos em cidades como Buenos Aires, Córdoba, Mendoza e Rosário, com expectativa de paralisação ampla ao longo do dia.
Além dos reflexos imediatos na aviação, a paralisação pode gerar um impacto muito mais amplo na economia argentina. Estimativas do Instituto de Economia da Universidade Argentina da Empresa e do Ministério da Economia apontam que a greve geral pode provocar prejuízo de US$ 575 milhões, o equivalente a cerca de R$ 3 bilhões.
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Siga o Times | CNBCO cálculo considera projeções macroeconômicas com base no que deixa de ser produzido em um único dia de paralisação.
Segundo o levantamento, as 24 horas de interrupção das atividades representam aproximadamente 0,8% do Produto Interno Bruto do país.
Em Buenos Aires, o metrô não operou, linhas de ônibus circularam de forma reduzida e estações de trem ficaram vazias, lojas e supermercados fecharam as portas e o acúmulo de lixo nas ruas chamou atenção ao longo do dia.
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De acordo com o portal Aljazeera, nas principais vias de acesso à capital, pequenos grupos bloquearam o trânsito. O tráfego de carros aumentou diante da paralisação parcial do transporte público.
Milhares de manifestantes se concentraram diante do Congresso enquanto deputados discutiam o projeto. Parte do grupo entrou em confronto com a polícia e arremessou objetos, as forças de segurança responderam com gás lacrimogêneo, jatos de água e balas de borracha. Houve detenções.
O governo havia alertado previamente para o risco de tumultos e delimitado áreas específicas para a atuação da imprensa.
A proposta em debate facilita contratações e demissões, reduz indenizações por rescisão e amplia a jornada padrão de trabalho. Também altera regras sobre direito de greve. Segundo o The Hindu, o governo defende que as mudanças podem estimular investimentos e reduzir a informalidade.
Centrais sindicais afirmam que as medidas representam perda de direitos e apontam aumento do desemprego desde o início do atual mandato.
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A paralisação foi a quarta greve geral desde que Milei assumiu a Presidência, em dezembro de 2023. A Câmara dos Deputados aprovou o texto e, caso haja alterações, o projeto retornará ao Senado para votação final.
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