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União Europeia anuncia novo pacote de sanções à Rússia e condiciona suspensão das medidas ao fim da guerra
Publicado 16/10/2026 • 11:10 | Atualizado há 32 minutos
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Publicado 16/10/2026 • 11:10 | Atualizado há 32 minutos
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Foto: Unsplash
A União Europeia (UE) prepara uma nova rodada de sanções contra a Rússia em resposta à continuidade da guerra na Ucrânia. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (16) pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que descartou a possibilidade de flexibilizar as medidas enquanto o governo russo não encerrar o conflito.
O novo conjunto de restrições será o vigésimo segundo adotado pelo bloco desde o início da ofensiva russa. A iniciativa busca ampliar a pressão sobre Moscou em meio à persistência dos bombardeios contra o território ucraniano.
A declaração ocorreu antes de uma reunião de líderes europeus, durante uma participação conjunta de Von der Leyen, do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, e do presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Um dos principais pontos de preocupação da União Europeia é a situação do sistema energético ucraniano. Instalações responsáveis pelo fornecimento de eletricidade e água continuam sendo atingidas por ataques russos, o que aumenta os riscos para a população com a aproximação do inverno no Hemisfério Norte.
Von der Leyen afirmou que o bloco havia apoiado a proposta de cessar-fogo voltada à infraestrutura energética apresentada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a dirigente, entretanto, a Rússia não cumpriu os termos do entendimento e intensificou as operações militares.
Diante desse cenário, a presidente da Comissão Europeia defendeu o aumento da pressão internacional sobre o governo russo e confirmou que os países europeus pretendem auxiliar a Ucrânia a enfrentar as dificuldades de abastecimento durante os meses mais frios do ano.
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Siga o Times | CNBCAlém das medidas econômicas contra Moscou, a reunião dos líderes europeus inclui discussões sobre os recursos necessários para sustentar o funcionamento do Estado ucraniano e suas operações de defesa.
O planejamento envolve as demandas financeiras, orçamentárias e militares de Kiev para 2026 e 2027. A intenção é avaliar as necessidades do país e definir como a União Europeia poderá contribuir para atendê-las.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também se manifestou sobre o assunto em uma publicação na rede social X. Ele reafirmou a posição de manter o suporte político, econômico e militar à Ucrânia, além de defender medidas adicionais para pressionar o governo russo.
“Nossa determinação em apoiar a Ucrânia e seu povo existe desde o Dia 1 da invasão da Rússia. Cumprimos esse compromisso desde então — politicamente, financeiramente e militarmente. Agora é o momento de manter nosso apoio à Ucrânia, aumentar a pressão sobre a Rússia e avançar no caminho de adesão da Ucrânia”, disse Costa.
Outro tema abordado por Von der Leyen foi o processo de adesão da Ucrânia ao bloco europeu. De acordo com a presidente da Comissão Europeia, o país avançou em mais duas das seis áreas de negociação que precisam ser examinadas antes de uma eventual entrada na organização.
Essas áreas reúnem diferentes temas relacionados à adequação das leis, instituições e políticas nacionais às regras europeias. O processo exige avaliações e compromissos que devem ser cumpridos pelo país candidato. A expectativa apresentada pela dirigente é que as discussões sobre os dois grupos temáticos restantes sejam iniciadas até o fim de 2026.
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