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Vitória de partido em eleições dá folêgo para Milei aprofundar reformas liberais
Publicado 27/10/2025 • 00:12 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 27/10/2025 • 00:12 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O presidente da Argentina, Javier Milei, obteve neste domingo uma vitória expressiva nas eleições legislativas de meio de mandato, conquistando maior força política para avançar com seu ambicioso programa de reformas de livre mercado — um experimento econômico sem precedentes no país, sustentado por bilhões de dólares em apoio financeiro dos Estados Unidos, sob a administração Trump.
Com mais de 97% das urnas apuradas, o partido governista La Libertad Avanza (LLA) registrou mais de 40% dos votos na renovação de quase metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado, superando amplamente as projeções dos analistas. A LLA venceu em seis das oito províncias em disputa, revertendo uma sequência de reveses e consolidando o presidente como o principal nome da direita latino-americana.
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O resultado representa também uma derrota histórica para o peronismo, que obteve cerca de 31% dos votos — o pior desempenho da aliança em anos, segundo projeções da Justiça Eleitoral e da imprensa local.
Milei, conhecido por sua retórica antissistema e pela defesa de cortes drásticos nos gastos públicos, vinha enfrentando dificuldades no Congresso para aprovar medidas estruturais, como privatizações, desregulação de mercados e redução do papel do Estado. A nova composição legislativa tende a facilitar a tramitação dessas propostas e a reforçar o alinhamento com Washington, que tem visto na Argentina uma peça-chave de sua estratégia geopolítica no Cone Sul.
Economistas apontam que o pleito funcionou como um plebiscito sobre o primeiro ano de governo, confirmando o apoio de parte expressiva do eleitorado ao discurso de austeridade e às promessas de estabilização monetária. Ainda assim, Milei enfrenta desafios profundos: inflação persistente, tensões sociais crescentes e resistência de setores sindicais e regionais a suas reformas.
Com o resultado, a Argentina entra em uma nova fase política, marcada pela consolidação do poder de Milei e pela fragilização das forças tradicionais. O país, que há décadas alterna entre ciclos de populismo e ajustes econômicos, volta a ser observado de perto pelos mercados e pelos vizinhos latino-americanos — agora, sob o olhar de um líder disposto a testar os limites da ortodoxia liberal.
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